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Aprendizagem em memórias

Psicopedagogia e a Expo Rondon

A criança não tem merecimentos, ela precisa de responsáveis que a amem, independente de realizações

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|Foto: Arquivo/Portal Rondon|
Velho Oeste

Era um entardecer e Psicopedagogia “antenada” com o mundo viu um anúncio da Festa chamada “Expo Rondon” onde ocorreriam várias atrações. E a que causava destaque no anúncio era uma expressão: “Boi no Rolete”! Era assar um boi inteiro. A curiosidade não deixou Psicopedagogia “em paz”, e logo procurou mais informações a respeito e achou o lugar do evento – Marechal Cândido Rondon, no Paraná. Fez as malas, reservou uma hospedagem e #partiumarechal, #partiuexporondon.

A festa demoraria vários dias e não querendo perder nenhum atrativo, foi logo para o primeiro dia. Acompanhou o evento da abertura com as autoridades presentes, os discursos e o destaque do patrocinador principal. Um festival de luzes, cores e novidades e muitos estandes em exposição, variando de brinquedos a móveis, cada local mais lindo do que o outro.

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Psicopedagogia viu o “parquinho de diversão”, muitas pessoas participando, do carrinho bate-bate à roda gigante, e filas enormes com uma criançada toda em alvoroço para participarem nos brinquedos, tudo pela diversão. Parada próximo a uma das filas, escutou um dos responsáveis dizer a uma criança: não, você não vai naquele brinquedo porque você não merece! Entristecida com o que ouviu, ficou observando a criança chorando e dizer “mas eu varri a casa”! Não, você não vai, você não merece, continuou o responsável. Psicopedagogia pensou: quem é merecedor do quê? Será que o merecimento é pelo que é feito ou pelo que se é? Neste caso, uma criança e até que ponto ela entende o merecimento como uma forma de carinho ou de cobrança? Você merece, simplesmente porque eu lhe amo, e não por ter feito ou deixado de fazer! A criança não tem merecimentos, ela precisa de responsáveis que a amem, independente de realizações. E, se algo deixou de ser realizado no contexto familiar, a orientação a criança do fato não realizado, precisa ser contextualizada e entendida pela criança sendo algo importante tarefa para todos naquele ambiente.

Psicopedagogia resolveu voltar a caminhar e parou em um estande de venda de brinquedos. Eram coloridos, luzes das mais diversas que piscavam, brilhavam, chamavam atenção. Viu então uma outra família com duas crianças felizes, sorridentes (estas não choravam), corriam para lá e para cá e retornavam aos pais (Psicopedagogia compreendeu que seriam os pais pela semelhança facial). Um dos responsáveis disse a uma criança: olha, você fica correndo e se você se perder, não quero nem saber, eu que não vou atrás para cuidar de você! Psicopedagogia arregalou os olhos e pensou na frase “cuidar de você”. Mas e quando estes pais se tornarem idosos esta criança poderá pensar da mesma maneira? Afastou-se, sentou-se próximo a uma mesa da lanchonete e pensou. A vida é um ato contínuo, embora temporal na terra. Mas, a “Lei do Retorno” é a certeza de que a maneira como se trata os outros é uma ação de demonstração do meu “Eu”, de quem eu sou. Tratar bem crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos não é uma “obrigação”, é um reflexo do material que a vida oferece a cada um. A festa dos 62 anos de emancipação política de Marechal Cândido Rondon continuou e Psicopedagogia viu alguns solidários e outros solitários, mas todos se divertiam, do jeito que podiam.

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