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Pit Stop: especial Dia da Mulher

Bom, para aumentar e qualificar a presença feminina dentro das pistas foi criada em 2019 a W-Series

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Gramado Presentes

E ai meu amigo, minha amiga, amante da velocidade, essa é a Coluna Pit Stop no Portal Rondon. Ao invés de termos os costumeiros textos apenas aos sábados, teremos textos sempre que possível. E como hoje é uma data muito especial, Dia Internacional da Mulher, vou falar sobre a participação da mulher no automobilismo. O que tem sido feito para ampliar a participação feminina no esporte a motor?

E para a gente entender o tamanho da discrepância entre homens e mulheres no esporte a motor, mais especificamente na F1, até o GP de Abu Dhabi de 2020, 767 pilotos largaram em pelo menos uma prova da categoria. Desse total, apenas 2 são mulheres: as italianas Maria Teresa de Filippis (3 provas) e Lella Lombardi (12 provas). A presença delas representou 0,2% dos competidores de todos os tempos do sexo feminino. Além delas, outras 3 pilotas tentaram se classificar para um GP, mas sem sucesso.

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Já em 2017, Lewis Hamilton alertava para a necessidade de ampliar a participação feminina na categoria, e a discussão veio ganhando relevância nos últimos tempos. Algumas equipes, a exemplo da Mercedes, criaram programas responsáveis por ampliar a diversidade dentro do seu quadro de funcionários, e a presença feminina nos bastidores de um fim de semana de corrida aumentou. Mas, e dentro das pistas?

Bom, para aumentar e qualificar a presença feminina dentro das pistas foi criada em 2019 a W-Series. Uma categoria exclusiva para jovens pilotas, em que elas competem com carros semelhantes aos da Fórmula 3. Todas as pilotas do certame utilizam os mesmos equipamentos (pneus, motores, carros).

Na temporada inaugural, a britânica Jamie Chadwick se sagrou campeã após vencer duas provas e conquistar outros três pódios. Com o título, a pilota de 22 viu algumas portas se abrirem: atualmente ela atua como pilota de desenvolvimento da equipe Williams F1 e está mais próxima da Fórmula 1 do que há 3 anos atrás, por exemplo.

Jamie Chadwick em Brands Hatch 2019. |Créditos: Divulgação/W-Series|

Recentemente, a categoria firmou contrato com a Fórmula 1, e correrá conjuntamente com a F1 em 8 fins de semana como categoria-suporte. Ao final do campeonato, a pilota com mais pontos será coroada a campeã da temporada 2021.

Certamente, a categoria é um bom ponto de partida no sentido de qualificar e ampliar a participação feminina dentro das pistas. Mas apenas isso não resolve o problema. É preciso que cada vez mais meninas tenham acesso ao kart – que é a porta de entrada para o automobilismo – e que tenham incentivos para disputar progredir suas carreiras e disputar outros campeonatos.

Trazendo isso para a realidade brasileira, vemos que ainda existe um longo caminho a ser percorrido, haja vista a falta de categorias de base – sejam elas para meninos ou meninas. Quem nasceu por aqui e deseja seguir carreira no esporte a motor precisa sair do país muito cedo e disputar campeonatos nos EUA ou na Europa.

Ou seja: estamos vendo mais mulheres dentro das pistas, mas, infelizmente, ainda deve levar algum tempo até que vejamos uma pilota competindo na F1.

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