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Entre Pontos e Vírgulas por Gelsiney Schell

Somos apenas Mordomos dos bens do Senhor…

O Homem…

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Foto: Gelsiney Schell.
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A natureza, de fato, segue ciclos — estações, cheias e secas, nascimento e morte — e esses ritmos são evidentes desde os primórdios da criação. No entanto, a Bíblia também mostra que o ser humano tem responsabilidade diante da criação, não por causar os ciclos naturais em si, mas por sua forma de se relacionar com a criação de Deus. Podemos refletir sobre isso com base em histórias e ensinamentos bíblicos:

  1. O papel original do ser humano: mordomia da criação…

Gênesis 1:28 – “Frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo animal que se move sobre a terra.”

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Desde o início, o ser humano recebeu a missão de cuidar e administrar a Terra. O termo “dominar” no hebraico original se aproxima mais de “governar com responsabilidade” do que de “explorar”. Portanto, a Bíblia apresenta o homem como mordomo da criação, não dono absoluto.

A culpa do homem começa não por existir a ciclicidade natural, mas por muitas vezes romper com esse papel de cuidador, agindo com ganância e desrespeito.

  1. O impacto do pecado na natureza…

Romanos 8:22 – “Sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora”.

Paulo afirma que a criação sofre. A natureza está sujeita à corrupção não por si só, mas por causa do pecado humano. Isso não significa que o ser humano causou os ciclos naturais, mas que passou a influenciá-los negativamente — desequilibrando ecossistemas, destruindo habitats, poluindo, desmatando sem critério.

Exemplo bíblico: “o Dilúvio (Gênesis 6–9)
A Terra se corrompeu com a maldade dos homens, e Deus usou um evento natural extraordinário para reiniciar a história. É um marco do quanto o comportamento humano pode levar à degradação global.

  1. Profecias e consequências: destruição por ganância…

Apocalipse 11:18“…e destruir os que destroem a Terra.”

Aqui temos uma advertência clara: Deus trará juízo sobre aqueles que deliberadamente causam destruição à Terra. Esse versículo muitas vezes é citado em debates ambientais cristãos, lembrando que destruir a natureza por ambição não é um comportamento bíblico.

Exemplo prático: exploração desenfreada dos recursos naturais
Mesmo que o clima passe por fases naturais, a intensificação de certos eventos pode estar relacionada ao abuso humano. A Bíblia mostra que a cobiça humana tem consequências duras.

  1. O cuidado como expressão de fé…

Provérbios 12:10 – “O justo atenta para a vida dos seus animais…”
“Levítico 25:2–5” – A Terra deveria descansar no sétimo ano (Ano Sabático). Era uma forma de equilíbrio e respeito pelos ciclos naturais.

A fé bíblica verdadeira inclui respeito pela criação. O homem de fé “não é isento de culpa” quando polui, mata animais indiscriminadamente ou destrói florestas. O mandamento de amar a Deus inclui respeitar Suas obras.

Concluímos…

A natureza tem seus ciclos, mas a culpa do homem está na forma como ele interfere neles. A Bíblia é clara ao mostrar que:

  • Deus criou tudo com ordem e equilíbrio.
  • O homem foi colocado como cuidador, não destruidor.
  • O pecado trouxe desequilíbrio também à criação.
  • Há juízo reservado para quem destrói irresponsavelmente o mundo natural.

Portanto, não somos culpados pelos ciclos da natureza, mas somos responsáveis por como vivemos dentro deles.

Por Gelsiney Schell.

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