Fale com a gente
Auto Elétrica do João

Aprendizagem em memórias

Uma viagem de trem inesquecível

Fique atento: “falar engraçadinho” pode ser algo grave

Publicado

em

Gramado Presentes

Desde que Psicopedagogia se “mudou para a Cidade Grande” percebeu que todas as dificuldades que vivenciava em seu Reino Encantado, também eram encontradas em outros locais, mas para tirar “todas as dúvidas”, resolveu viajar para uma cidade bem pequena onde havia apenas um Ambiente de Aprendizagem, uma escola como é conhecida de forma geral.

Ao deixar o local onde estava hospedada, todos sentiram sua saída e pediram para que não fosse. Então, Psicopedagogia respondeu que não estava indo embora, apenas indo visitar mais um lugar para suas percepções daqueles que vivenciam dificuldades na aprendizagem. E abraçando a todos do local, ela saiu em direção a estação ferroviária. Claro que Psicopedagogia tinha os olhos marejados pelas lágrimas, tal qual os demais daquele local.

Refran

Já no “balanço” do trem, procurou se aquietar, relaxar um pouco e descansar. O seu destino não estava “tão” perto, algumas horas em direção a pequena cidade do interior. Ela já tinha pesquisado sobre o local, lá havia apenas uma escola. A cidade era realmente bem pequenininha! Nada parecido com o Reino Encantado onde haviam vários vilarejos e em cada um deles um Ambiente de Aprendizagem.

Durante a viagem, Psicopedagogia percebeu que havia uma família com quatro filhos, com roupas simples, mas bem arrumadinhos; se via que a família procurava cuidar de suas posses da melhor forma possível. Ficou observando aquela família e como os pais estavam atentos aos pequenos detalhes, seja do arrumar o travesseiro na cadeira para uma acomodação melhor, seja durante a alimentação para que todos os resíduos do lanche ficassem acondicionados na lixeira… Aparentavam uma família feliz e em harmonia. Um dos filhos, que desde o início estava quieto, começou a tentar se comunicar com os pais mas possuía alguma dificuldade na articulação das palavras. Psicopedagogia ficou atenta ao processo da comunicação dela e viu que as palavras eram um pouco “arrastadas” ou ainda os sons pareciam “distorcidos” e pausava algumas sílabas. Isto chamou a atenção, e sem querer ser invasiva, procurou se aproximar da família para tentar compreender melhor o que acontecia com aquela criança. Conversando com os pais, Psicopedagogia que este “comportamento” de fala se desenvolveu após um acidente. Imediatamente, Psicopedagogia perguntou se levaram a criança ao médico para uma avaliação e os pais disseram que não porque não houve sangramento ou algo desta natureza.

Seja um acidente ou tendo a criança “nascido” assim, Psicopedagogia percebeu que poderia haver um Transtorno chamado de Apraxia. É um distúrbio em que a pessoa tem dificuldade para falar, por não conseguir articular corretamente os músculos envolvidos na fala. No entanto, é capaz de raciocinar corretamente, apresentando apenas dificuldade para articular as palavras, podendo arrastar algumas palavras e distorcer sons. Justamente o que acontecia com aquela criança. Ela, “adquiriu” a Apraxia Adquirida por causa do acidente. Mas há casos que podem ter ocorrido em virtude de uma lesão cerebral, uma infecção, AVC, tumor no cérebro ou devido a uma doença neurodegenerativa. De qualquer forma, estar atento ao desenvolvimento da fala da criança é superimportante, e caso algo seja percebido, a criança deve ser levada ao médico e a um fonoaudiólogo a fim de procurar um caminho para a solução da dificuldade. Psicopedagogia conversou justamente sobre estas questões com os pais que agradeceram as informações.

Esse é um caso que foi “detectado” por acaso, mas quantas famílias por vezes acham “engraçadinho” a maneira da criança falar quando na realidade é uma dificuldade? Fique atento, “falar engraçadinho” pode ser bonitinho, mas quando isto persiste pode ser algo bem mais grave.

Psicopedagogia seguiu seu trajeto de trem enquanto a família desceu em uma estação, e ao continuar a viagem, ouviu a família gritar “obrigado, obrigado” e acenavam com sorriso nos rostos. Fique atento, falar é “coisa séria”!

Cesar Tintas
Continue Lendo

Doce Arte
Doce Arte