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Aprendizagem em memórias

Um desentendimento entre emoções iguais

Tentar se colocar no lugar do outro nem sempre é fácil

Publicado

em

Martin Luther – Enem

Psicopedagogia por si só é um ser amoroso, afetuoso e amistoso. Lida com os reveses da vida com brandura e mansidão. Mas um dia, Psicopedagogia vivenciou um momento complexo. Vou contar a história.

Era época de Outono e os membros de Ambientes de Aprendizagem estavam envolvidos com os afazeres educacionais cotidianos dos estudos, todos extremamente focados nas atividades quando houve uma situação inusitada.

Mercadão dos Óculos

Um educador, “cansado” de tentar repetidas vezes ensinar a um aluno, resolveu chamá-lo de “burro” em meio ao estresse de um momento. “Seu burro, você não aprende nunca?”. Todos no ambiente ficaram perplexos com aquele momento porque era algo “fora do comum”.

Passando por perto, Psicopedagogia ouviu o grito daquele orientador. Aproximou-se do local, procurou o responsável e narrou o que ouvira e de onde ouvira. Imediatamente, eles foram até o ambiente de aprendizagem e se depararam com uma pessoa extremamente agitada a frente dos alunos, completamente desnorteado e a turma acuada, todos com os olhos arregalados e surpresos com o que acontecera. O “então burro”, chamado pelo orientador, estava aos prantos com a cabeça debruçada sobre a mesa.

O responsável pelo ambiente de aprendizagem coletivo convidou o educador para sair um pouquinho daquele local e pediu que Psicopedagogia conversasse um pouco com os estudantes, e assim o fez.

“O que aconteceu, podem me explicar?”, Psicopedagogia pediu. Imediatamente um dos presentes se levantou e explicou que o colega não conseguiu responder a uma pergunta feita pelo responsável da sala e como insistisse para que o fizesse, não conseguindo, gritou com o colega.

Psicopedagogia aproximou-se do aluno “machucado emocionalmente” e tentou verificar o que estava acontecendo. Foi simples a resposta, embora extremamente difícil.

Uma semana atrás, o aluno chamado de “burro” teve um momento complexo em sua família. Sua mãe havia adoecido de repente e foi levada às pressas para o hospital. E justamente naquele dia aguardava uma resposta se a mãe sobreviveria ou não aquela enfermidade. Sua cabeça não estava na aula. Sua mente não estava no ambiente de aprendizagem. Suas emoções estavam em turbilhão. Quando o responsável pela orientação dos estudos da turma explodiu insistindo em uma resposta, a emoção daquela criança foi justamente pensar em quem sempre o protegia em situações difíceis: a mãe. Agora, sentindo-se sozinho e desamparado, não conseguiu responder e “travou” no processo de raciocínio do contexto onde se encontrava.

Sabe qual foi o espanto da Psicopedagogia? Saber que, muitas vezes os orientadores dos Ambientes de Aprendizagem não conseguem “visualizar” a situação educacional como um todo, mas apenas em parte. Uma resposta não recebida é “sinal” de burrice? O que está por detrás do bloqueio da resposta? Um não aprendizado? Um desleixo do estudante? Uma emoção desencadeada?

É certo que nem sempre é possível fazer uma observação contínua do Ambiente de Aprendizagem em todos os seus aspectos, mas é superimportante que, diante de um conflito, o que possui mais maturidade, conhecimento e destreza, seja o que irá orientar a situação. Não importa qual seja o momento, de fato, o orientador do encontro educacional é quem coordena o processo ao conduzir os fatos que se sucedem.

Ao sair da sala, após ouvir o aluno com a “emoção ferida”, Psicopedagogia foi até a sala do responsável pelo ambiente de aprendizagem coletivo e encontrou-se com o orientador da turma e explicou o que acontecera. Pasmem todos que aquele orientador também vivenciava uma emoção bem difícil, pois sua esposa se encontrava acamada entre a vida e a morte em um hospital do vilarejo.

Tentar se colocar no lugar do outro nem sempre é fácil, mas será fácil assumir cada dor vivenciada e não a esconder, porque sentimos, sofremos, choramos e amargamos situações que nunca desejaríamos para o viver pessoal.

Não esconda suas emoções, vivencie-as completamente para que onde estiver possa ser você e não apenas “desenvolver um papel”. Papel aceita tudo, mas a emoção se revolta quando não é vivida e sentida em toda a sua intensidade. Emoções estão em todo o lugar.

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