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Aprendizagem em memórias

Os efeitos da linguagem usada no Ambiente da Aprendizagem

Use a linguagem para abençoar e não para amaldiçoar

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FOTO: Arquivo/Portal Rondon
Posto Tonin – Shell Box

Já é de conhecimento que a “língua” exerce efeito na aprendizagem. Psicopedagogia encontrou-se com um senhor de meia idade sentado no banco em uma praça da Cidade Grande. Ela já estava sentada admirando os pombos que ali se encontravam quando ele pediu licença e sentou-se ao seu lado. Ele abriu a sua mochila, pegou um pacote e começou a alimentar aos pombos… e não somente isto, a falar com os pombos. “Comam bem! Fiquem fortes! Vocês precisam ter energia para voar bem alto! O alimento é importante! Vocês são muito bonitos! Isto mesmo, comam, há comida pra todos! Sigam em frente!”

Psicopedagogia achou a atitude lindíssima e o tanto de amor que o homem tinha para com os animais. Sempre curiosa, iniciou um diálogo para desvendar o mistério do alimentar e falar.

Refran

– Você vem sempre aqui alimentar aos pombos?

– Sim, já faz algum tempo se me lembro bem.

– O que faz ter este comportamento?

– Percebi a importância!

– Hum… e por qual motivo fala palavras de encorajamento aos pombos?

– Ah, isto é uma história que eu vivi que me ensinou que alimentar não é tudo, é preciso usar a linguagem adequada.

E ele contou sua história.

– Morei com meu pais em uma Cidade Grande, e aos 10 anos na escola onde estudava, tirei em 1º lugar nas provas da minha turma no colégio. Todo final do ano, se fazia um fechamento escolar, premiando os que se destacavam. Lembro bem que, naquele dia minha mãe passara o uniforme, ainda me vejo, pequeno, vestido de cor bege e usava uma gravata preta. Meus sapatos estavam brilhando e eu com “brilhantina” (é como um fixador nos dias de hoje) no cabelo, estava “todo bonito”. O auditório do cinema estava repleto, o fechamento do ano letivo era sempre naquele local. Estavam todos os alunos, meus colegas, o diretor, os professores e minha mãe. Quando chamaram meu nome, Washington Ferreira, me levantei todo orgulhoso, fui a frente, recebi a “Prova nota 10” e ganhei uma Medalha de Honra. Era um metal sem valor, mas brilhava como se fosse ouro e quando a fixaram em minha camisa, me enchi de orgulho. Dalí fomos para uma lanchonete e lanchamos, afinal eu era um aluno nota 10! Quando chegamos em casa, o “meu mundo caiu”. A primeira coisa que minha mãe fez foi “ver a prova”. Não sei por qual motivo ela foi “corrigir” a prova e eu não me lembro em qual lugar da casa me encontrava. De repente, ela me chamou e me disse que eu não merecia a medalha e nem a nota 10 porque havia erro na prova. Fiquei tão triste com o que ela disse e fiquei calado. A medalha veio em uma caixinha azul e lá ficou guardada por muitos anos, mas um dia resolvi jogá-la fora porque afinal de contas eu não merecia. Vivi e ainda vivo a vida sempre com o mesmo pensamento “eu não mereço”. Por isto, quando alimento os pombos, digo frases que os animem porque não desejo que eles também se sintam não merecedores.

Psicopedagogia ouviu a história atentamente e se lembrou da importância de se ter uma linguagem apropriada e positiva para os estudantes no Ambiente de Aprendizagem. O homem da história nunca se achou merecedor e sempre que recebia algo da vida, o seu primeiro pensamento era: eu não mereço. Viveu se boicotando. A medalha foi jogada fora juntamente com sua autoestima e lutava todos os dias contra este sentimento.

Por mais que encontre “erros” na vida dos estudantes, uma palavra ou uma frase valorizando o aluno faz a diferença na vida emocional. Use a linguagem para abençoar e não para amaldiçoar.

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