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Psicoterapia Integral

Pós-Covid, as consequências emocionais da pandemia

Precisamos estar preparados para um novo tempo nos readequando dentro daquilo que é a nova realidade

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Medo, essa é a palavra que define os sobreviventes dessa pandemia. A infecção por Covid-19 causa muitas consequências, entre elas, traumas emocionais. Raras são as pessoas que voltam à vida normalmente como antes da doença. Independentemente do tempo que levou o desenvolvimento da recuperação da doença, o impacto que a ela causa persiste. Observamos que é dado uma ênfase na doença e pouco se fala do processo pós-Covid. Nesse texto queremos tratar desse assunto.

Uma pandemia silenciosa e tão nociva quanto ao Covid-19 deixa marcas emocionais. Não temos certeza do que será o dia de amanhã nos aspectos sociais, econômicos, familiares e pessoais.

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Tivemos pessoas perdendo o emprego, famílias sendo reestruturadas, seja por questões econômicas ou emocionais, e tudo isso em um curto espaço de tempo. Observamos famílias que perderam mais de uma pessoa da casa. Os que ficaram vivos são verdadeiros sobreviventes sem a possibilidade de um luto completo, já que o protocolo Covid-19 de segurança para sepultamento impede de realizar-se os ritos antropológicos e religiosos de despedida de maneira adequada.

Como seres humanos, somos dotados de sentimentos e sentidos. Os cinco sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar, são essenciais para a vida e seu envolvimento. Todos eles são igualmente importantes. No entanto, cada um deles desenvolve um papel cognitivo diferente no que se diz respeito ao conhecimento e a vida social.

Enquanto a visão e a audição estão mais ligados ao aprendizado cognitivo, que se revela pelo tato na alfabetização, através da motricidade fina, o olfato e o paladar estão ligados ao nosso aprendizado emocional e afetivo. A infecção por Covid-19, traz consigo uma geração que poderá desenvolver temporariamente ou definitivamente, ainda não sabemos, síndromes Anosmática e Ageusia. Essas duas palavras podem soar de maneira estranha mas elas significam não sentir o cheiro (Anosmática) e não sentir o sabor (Ageusia).

Precisamos levar em conta que grande parte de nossas memórias afetivas estão ligadas a esses sentidos. Todos nós temos saudosas lembranças da comida da vovó, da mamãe ou da titia, com sabores e aromas únicos. Nossas memórias são parte fundamental do nosso desenvolvimento emocional. Aroma e sabor estão ligados às sensações de prazer e bem-estar afetivo com relação à comida. Existe um ditado que diz que “comemos com os olhos” e esse ditado tem a ver com a apresentação do prato diante de nós. Porém, o aroma e o sabor são tão importantes quanto a aparência, sendo que o aroma precede, na maioria das vezes, a aparência.

O fato de termos a possibilidade de perder a capacidade de sentir o aroma ou sabor por tempo indefinido, além de afetar as emoções também pode afetar nossa nutrição. Isso acontece porque comer não é apenas uma ato físico, mas sensorial. Alimentar-se sem sentir o aroma e sabor é o mesmo que tomar água e não saciar a sede.

Temos diante de nós, uma pandemia que irá trazer desdobramentos que nem imaginamos. Precisamos estar preparados para um novo tempo nos readequando dentro daquilo que é a nova realidade. As vacinas têm se mostrado eficazes no tratamento. Só no mês de julho, no Paraná, 75% dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foram desocupados, países estão abrindo suas portas para turistas já vacinados e a vida começa voltar ao normal. Mas, não podemos descuidar dessa infecção. Medidas e normas de cuidado coletivos e individuais necessitam ser seguidos enquanto não tivermos o controle total dessa infecção.

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