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O GP da França foi agitado e emocionante. Quem diria!?

O GP da França de 2021 foi a melhor corrida em Paul Ricard desde que a pista voltou ao calendário em 2018

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Silveira institucional

O mundo já não é mais o mesmo… Quem diria que a França poderia proporcionar uma boa corrida de Fórmula 1? O circuito de Paul Ricard retornou ao calendário da categoria em 2018, e desde então tinha proporcionado corridas muito monótonas. E Magny-Cours, que sediou o GP francês entre 1991 e 2008, também não era um lugar muito fácil de ultrapassar. Todos os indícios para uma corrida sonolenta.

Mas o GP da França de 2021 contrariou todas as expectativas. Desde o início a prova se mostrou movimentada, a começar pelo erro de Max Verstappen que custou a liderança da prova e o chega-pra-lá que Nikita Mazepin deu – mais uma vez – em Mick Schumacher. Apesar dos incidentes, a primeira volta foi limpa e não houve nenhum problema.

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Verstappen conseguiu se manter próximo de Hamilton durante todo o primeiro terço da prova. A diferença entre os dois nunca passou de 3s. Na volta 17 a Red Bull chamou Max para os boxes. O holandês saiu com pneus duros novos. Na volta seguinte, Hamilton fez o mesmo, mas não foi o suficiente para manter a primeira posição. No segundo trecho, dessa vez era Hamilton quem se mantinha próximo da traseira da Red Bull. E, então, na volta 30 veio o golpe de misericórdia: Verstappen fez uma segunda parada, colocando pneus médios novos. “Xeque!” diria Christian Horner para Toto Wolff, caso estivessem jogando xadrez.

A Mercedes ficou com as calças na mão, como se diz. Se chama Hamilton para o pit stop, voltariam ainda mais distantes da ponta da corrida e teria de ultrapassar Sergio Perez na pista. Se não reagem ao pit stop, viram presa fácil para o holandês. Os alemães não reagiram,  Hamilton realmente ficou vulnerável e Verstappen retomou a liderança da prova na volta 51. Xeque-mate.

A manobra que deu a vitória a Max Verstappen. Xeque-mate! | XPB Images/RaceFans.Net

Apesar de todos os holofotes se voltarem para a briga entre os carros da Mercedes e da Red Bull, que se ultrapassaram na pista, muita coisa aconteceu no segundo pelotão.

A começar pela grande corrida realizada pela McLaren e, principalmente, da Aston Martin. As duas equipes inglesas souberam se recuperar de um sábado que poderia ter sido melhor para ambas. Tanto os laranjas quanto os verdes colocaram seus dois carros no top 10 e somaram valiosos pontos para o campeonato de construtores. Norris e Ricciardo – que parece ter se encontrado – terminaram em 5° e 6°, respectivamente enquanto Vettel e Stroll foram 9° e 10°.

Lance Stroll: grande corrida para o canadense. Uma estratégia diferente com uma boa gestão dos pneus o levou de 19° para 10° | Aston Martin/RaceFans.net

Por outro lado, tanto a Ferrari quanto a Alpine, rivais de McLaren e Aston Martin, respectivamente, tiveram problemas com os pneus e não tiveram um desempenho muito competitivo no domingo. Em um pelotão que se destaca pelo equilíbrio e a mudança na ordem das forças de corrida pra corrida, detalhes fazem toda a diferença.

A Ferrari tem um desempenho melhor quando o asfalto não está mais frio – lembremo-nos das duas pole positions de Charles Leclerc em Monaco (onde os pneus não são submetidos a muito estresse e trabalham numa janela menor de temperatura) e Baku (uma pista com muitos prédios ao redor que acabam fazendo sombra e diminuindo a temperatura da pista).

Mas, no calor do verão francês, a Scuderia ficou de fora da zona de pontuação com seus dois carros. Sainz ficou em 11°, enquanto Leclerc amargou o 16° lugar. O time enfrentou uma degradação além do esperado nos pneus dianteiros. E olha que a pista nem estava tão quente assim. Durante a corrida a temperatura do asfalto estava na casa dos 37°C, enquanto nos treinos as temperaturas estiveram próximas de 50°C.

Ao passo que apenas Fernando Alonso pontuou pela Alpine. O espanhol chegou em uma modesta oitava colocação, enquanto Esteban Ocon ficou em 14°, há uma volta do líder.

Essa inconsistência entre o sábado e o domingo pode estar relacionada com a chuva que caiu na pista horas antes da largada. Talvez ambas as equipes não tenham conseguido fazer a leitura correta da progressão do asfalto ao longo da corrida e andaram para trás na tabela de classificação.

Menção honrosa para as corridas de Pierre Gasly e George Russell. Enquanto o francês da Alpha Tauri chegou na 7ª colocação, o inglês levou a Williams a um ótimo 12° lugar. Russell vem ganhando pontos com a Mercedes por fazer aquilo que se espera dele: levando a Williams ao Q2 com frequência e andando próximo da zona de pontuação.

George Russell teve um fim de semana bem consistente. Ganhou pontos com Toto Wolff? | XPB Images/RaceFans.Net

Uma corrida espetacular em solo francês. Quem diria! E sem contar com nenhum fator externo: sem chuva, sem a intervenção do Safety Car ou do Virtual Safety Car. Para nós, que somos fãs da categoria, certamente foi um prato cheio ver tantas disputas por posição em todo o grid.

Domingo que vem já tem corrida de novo! Vem aí o GP da Estíria – pelo segundo ano consecutivo a F1 faz duas corridas seguidas em solo austríaco. Reflexos da pandemia. A Red Bull costuma ter um bom desempenho por lá, tendo vencido em 2018 e 2019. Em 2020, a Mercedes venceu duas vezes. O que será que nos aguarda? Após os treinos livres de sexta-feira começaremos a descobrir!

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