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Como reagir a alta da taxa Selic?

Hoje falaremos sobre uma das bases de todos os investimentos no Brasil, a nossa taxa básica de juros, ou, taxa Selic

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Silveira institucional

Olá, amigos! No nosso último artigo, falamos sobre um investimento com alto risco, o Bitcoin. Hoje falaremos sobre uma das bases de todos os investimentos no Brasil, a nossa taxa básica de juros, ou, taxa Selic.

Mas afinal de contas, o que é essa taxa Selic? Bem, vamos lá, todos os dias pessoas movimentam capital nos bancos, dependendo do que for maior, o volume de depósitos ou de saques, ao final do dia o banco fica com dinheiro sobrando ou faltando no seu caixa, isso não quer dizer que banco fica “negativo”, porém, eles possuem um mínimo obrigatório que deve estar parado no caixa. Quando possuem um caixa abaixo desse mínimo obrigatório, ele precisa realizar empréstimos com outros bancos que possuem caixa sobrando para atingir tal valor.

NM Empreendimentos – Linha Arara

Esse empréstimo tem o prazo de um dia, além disso, a taxa de juro cobrada é a taxa Selic, devido aos bancos oferecerem títulos do governo como garantia, que pagam essa mesma taxa de remuneração. O nome Selic vem de Sistema Especial de Liquidação e Custódia, que é o local onde ficam registrados esses papéis.

Ela é definida pelo Banco Central, ou melhor, pelo COPOM que é o comitê de política monetária do Banco Central. Esse comitê irá estabelecer uma meta para a taxa de juros, ele compra ou vende títulos públicos para influenciar essa taxa a subir ou cair através da lei da oferta e da demanda. Quando ele aumenta a quantidade de títulos públicos, o valor dos mesmos cai e com isso a taxa Selic sobe. Quando eles retiram títulos do mercado, os juros caem. Logo, quando o COPOM anuncia uma alta de 0,75% na Selic, ele está definindo a meta da Selic e irá injetar papéis no mercado para que essa alta ocorra.

Bom, depois de explicar o que é a Selic, temos hoje o COPOM aumentando a taxa de juros, chegando a 3,5% após anos de queda. Nossa taxa de juros chegou a 2% em 2020, após atingir 14,25% em meados de 2016.

E como isso afeta nossos investimentos? Para quem investe em renda fixa pós-fixada, esse aumento pode ser bom, lembrando que isso falando diretamente dos investimentos e não levando em conta o ponto de vista econômico. Entretanto a situação é um pouco mais complexa para investidores de renda variável, pois em teoria a alta da taxa de juros é prejudicial as empresas.

Mas obviamente o mercado não reage a isso de maneira brusca, as altas que vem acontecendo já estão precificadas a algum tempo. Na minha opinião, e de parte de especialistas do mercado financeiro, o Banco Central exagerou no corte das taxas, gerando um problema ao país, sendo assim esses aumentos agora, podem não impactar negativamente, e sim serem benéficos as empresas, pois ajuda a estabilizar o quadro fiscal do Brasil, aumentando a confiança dos investidores estrangeiros.

Agora, visando surfar essa alta da taxa de juros, que especialistas estimam chegar a 5,5% até o final do ano, podemos cogitar uma alocação estratégica pensando em ativos pós-fixados, com prazos não tão longos de vencimentos. Um vencimento de 12 a 24 meses estaria de bom tamanho, pelo meu ponto de vista, pois não imagino que essa alta se mantenha por um prazo maior que este.

Mas não se esqueça de diversificar, pois qualquer previsão econômica e de mercado não é 100% precisa, afinal, existem inúmeras variáveis. Busque se proteger, mas também não tenha medo de arriscar para buscar uma boa rentabilidade.

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