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O que podemos esperar da Fórmula 1 em 2021

Esta série será produzida em quatro postagens

Publicado

em

Rui Barbosa

Olá amigo, olá amiga! Amantes da velocidade, essa é mais uma Coluna Pit Stop no Portal Rondon. E nos próximos finais de semana eu vou falar sobre o que nós podemos esperar de cada equipe, e da F1 para a temporada 2021. Esta série será produzida em quatro postagens, e a primeira delas você confere a partir de agora:

O que esperar da F1 em 2021?

CORRIDAS

Muito que bem. O ano de 2020 não foi fácil, seja para a F1 ou para a sociedade como um todo. Com a pandemia, a organização da F1 adiou o início da temporada e teve de rebolar para conseguir organizar um calendário de 17 corridas que mantivesse o campeonato em andamento. E a tendência é que as coisas permaneçam assim no decorrer deste ano. Foi anunciado um calendário de 23 corridas, incluindo o GP de São Paulo (sim, o nome foi trocado e não teremos mais um GP do Brasil, só o GP de São Paulo), mas que certamente sofrerá alterações. Portanto, já devemos ficar preparados para um eventual cancelamento de algumas corridas, principalmente nas provas realizadas no continente americano (Canadá, EUA, México e Brasil) e asiático (Singapura e Japão).

Family Pets

Isso acontece por algumas razões: 1) a pandemia ainda está fora de controle em alguns países, ou; 2) não compensa para a F1 atravessar um oceano para realizar uma prova do outro lado do mundo sem que haja a presença de torcedores, em especial se a prova for realizada em um circuito de rua.

Pessoalmente, acredito que dificilmente veremos provas realizadas fora da Europa ou do Oriente Médio. Ou seja, sem F1 no Brasil em 2021. Quem sabe em 2022…

CARROS

Também por conta da pandemia, a F1 adiou a introdução do novo regulamento (inicialmente previsto para entrar em vigor em 2021) para 2022. Além disso, também congelou o desenvolvimento de carros e motores, de modo que as equipes não precisam desprendes esforços financeiros e de pessoal para pesquisar e desenvolver um novo carro para este ano. Essas medidas são importantes para manter a saúde financeira do esporte e das equipes envolvidas. Assim, todo mundo vai passando pela pandemia da forma que dá, e as novidades técnicas da categoria ficam para um momento mais apropriado.

Mas isso não significa que será uma temporada chata, afinal de contas, tivemos corridas muito movimentadas no ano passado, e a tendência é que isso se repita em 2021.

Equipes

WILLIAMS MERCEDES

De lá pra cá, a equipe perdeu muito desempenho em pista, o que acarretou na perda de recursos financeiros. O que, por sua vez, leva a uma perda ainda maior de desempenho dentro da pista. Afinal de contas, quanto mais e melhor direcionado o investimento financeiro de uma equipe de F1, melhor será seu desempenho dentro da pista.

A tradicional equipe britânica, vencedora de 9 campeonatos mundiais de construtores entre os anos 80 e 90, não vive uma grande fase. A última vitória aconteceu em 2012, e a última pole position ocorreu em 2014. Ambos os fatos foram brilharecos esporádicos e não se repetiram ao longo dos anos.

Para por fim à espiral negativa, a família Williams anunciou na metade do ano passado que havia vendido a equipe ao Dorilton Capital, um fundo de investimentos sediado nos Estados Unidos. Desde então, a equipe tem sido capitaneada por Simon Roberts – um experiente engenheiro com passagens por BMW, Force Índia e McLaren – mas já conta com um reforço de peso: a chegada do alemão Jost Capito, com passagens por Sauber, Porsche, Volkswagen e McLaren.

Para o ano de 2021, a Williams manterá a atual dupla de pilotos, composta pelo britânico Geroge Russell e o canadense Nicholas Latifi. O bólido deste ano, o FW43B, será lançado no dia 05/03/2021, e deverá ter poucas alterações em relação ao seu antecessor, o FW43.

A tendência é que o time evolua ao longo do ano, passando a brigar por uma vaga no Q2 com frequência. Para pontuar, a equipe depende do talento de Russell e, também, de uma corrida agitada (Safety Car, abandonos, etc) para se colocar em uma posição de brigar por pontos.

HAAS FERRARI

A Haas é uma das equipes mais recentes da F1. Estreou na categoria apenas em 2016 e possui um modelo interessante de negócios. Buscando enxugar custos, a equipe estadunidense possui uma estreita relação com a Ferrari, de modo que o time chefiado por Gunther Steiner utiliza motores, suspensão e cambio produzidos pela equipe italiana. Além disso, seus carrs são produzidos pela Dallara, uma tradicional fabricante italiana de carros de corrida. A Haas, portanto, terceiriza tudo aquilo que o regulamento permite, focando seus esforços na execução e operação de um final de semana de corrida (estratégia, pit stops, acerto do carro, etc).

Após anos bastante promissores, de 2019 pra cá a equipe vem tendo um desempenho cada vez mais fraco. Além dos problemas com os motores Ferrari, aparentemente eles não se entendem com o carro e também não conseguem identificar quais os pontos fracos a serem atacados para recuperar o desempenho em pista. Em 2020, o time marcou módicos 3 pontos e tenta reverter este cenário em 2021.

Para este ano, a equipe contará com dois pilotos estreantes. Mick Schumacher – filho de Michael Schumacher e campeão da Fórmula 2 em 2020 – formará dupla com Nikita Mazepin – envolvido em um episódio de assédio a uma modelo russa no ano passado e filho de um grande empresário russo do setor petroquímico. Além da dupla, o time também contará com os serviços de Pietro Fittipaldi. O piloto brasileiro, que disputou duas provas no final do ano passado, permanecerá ocupando o posto de piloto de testes do time.

O novo modelo do time, o VF-21, será lançado no dia 04/03/2021. A tendência é que a Haas faça um ano muito discreto dentro das pistas, com um desempenho bastante irregular, graças a um carro inconstante e uma dupla de pilotos sem experiência na categoria. Dificilmente passará ao Q2 ou pontuará neste ano. Fora das pistas, a equipe já chama a atenção por manter em seu quadro de funcionários um piloto envolvido em um escândalo de assédio sexual.

ALFA ROMEO FERRARI

A equipe italiana vem de uma temporada abaixo do esperado, somando apenas 8 pontos. Este desempenho ocorreu, sobretudo, pela performance medíocre dos motores Ferrari. Em 2019, a FIA entendeu que as unidades de potência italianas estariam burlando o regulamento técnico, e aplicou uma série de restrições aos italianos, o que comprometeu o funcionamento dos propulsores para o ano de 2020. Por consequência, a Alfa Romeu também perdeu desempenho. A expectativa é que os motores Ferrari consiga recuperar parte do terreno perdido no ano passado.

Continuidade: esta é a palavra chave da Alfa Romeo para 2021. A aposta da equipe é na continuidade do desenvolvimento do carro que foi utilizado no ano passado. A principal mudança é no bico, trazendo uma versão mais fina e mais próxima daquilo apresentado pela Mercedes nos últimos anos. Além disso, Kimi Raikkonen e Antônio Giovinazzi estão mantidos como pilotos oficiais da equipe. Outra mudança relevante se deu no esquema de cores, tornando a combinação entre vermelho e branco muito mais harmoniosa do que nos anos anteriores.

A briga da Alfa Romeo neste ano é para passar para o Q2 durante os treinos classificatórios e buscar pontuar quando houver uma corrida com vários abandonos por parte dos outros competidores.


Muito bem! Se você chegou até aqui, agradeço sua audiência e a disposição em acompanhar esta humilde coluna. A segunda parte desta análise você confere no próximo sábado, aqui na coluna Pit Stop no Portal Rondon. Um abraço, e até lá!

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