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Agricultura rondonense reforça necessidade eliminação de plantas de milho nas áreas urbanas

Lei municipal orienta a retirada de plantas verdes de milho entre 15 de julho e 15 de setembro.

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Assessoria.
Patinete Foston

A prefeitura de Marechal Cândido Rondon, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável, reforça a importância do cumprimento da Lei Municipal nº 5.545/2024, que determina a eliminação de plantas verdes de milho nas áreas urbanas do município no período de 15 de julho a 15 de setembro.

A legislação, aprovada em 2024, tem como objetivo reduzir a população da cigarrinha-do-milho e minimizar os impactos dos enfezamentos nas futuras safras, contribuindo para a sanidade das lavouras e o fortalecimento do agronegócio rondonense.

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Desde 2019, produtores de milho vêm enfrentando prejuízos provocados pelos chamados enfezamentos do milho, doença causada por molicutes (microrganismos semelhantes a bactérias) transmitidos pela cigarrinha-do-milho. Entre os principais sintomas estão o avermelhamento das folhas, redução do porte das plantas, espigas pequenas, falhas na granação, multiespigamento e morte precoce das lavouras, podendo ocasionar perdas de até 100% em situações extremas.

A cigarrinha-do-milho consegue se reproduzir apenas em plantas vivas de milho. Ao se alimentar de plantas contaminadas, o inseto adquire os molicutes e passa a transmiti-los durante toda a sua vida, que tem duração média de 70 dias.

O crescimento da população da cigarrinha tem início com as primeiras lavouras da safra de verão e se intensifica durante o milho safrinha, atingindo o pico populacional por volta do mês de abril. Após a colheita, especialmente entre junho e julho, os insetos migram para as áreas urbanas em busca de plantas vivas de milho, sendo atraídos também pelas luzes das residências durante a noite.

Segundo especialistas, o cultivo contínuo de milho em áreas urbanas, muitas vezes destinado à produção de milho verde ou à manutenção de terrenos, acaba funcionando como uma “ponte verde”, permitindo a sobrevivência da cigarrinha e dos molicutes entre uma safra e outra. Essas plantas servem de abrigo e local de multiplicação do inseto, tornando-se fonte de contaminação para as futuras lavouras comerciais.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável, Marciel Escher, destaca que a colaboração da população é fundamental para o sucesso da medida. “A eliminação das plantas de milho nas áreas urbanas durante esse período é uma ação simples, mas de grande importância para quebrar o ciclo de reprodução da cigarrinha-do-milho. Com a participação dos moradores, conseguimos reduzir a pressão da praga sobre as lavouras, protegendo a produção agrícola, que é uma das bases da economia do nosso município”, enfatiza.

A Secretaria de Agricultura orienta que os moradores realizem a eliminação das plantas verdes de milho existentes em quintais, terrenos baldios, hortas e demais áreas urbanas dentro do período estabelecido pela legislação, contribuindo diretamente para a redução dos prejuízos causados pelos enfezamentos do milho nas próximas safras.

Bui Barbosa Rodapé
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