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Copa do Mundo de 2026 deve render faturamento recorde à Fifa; veja os valores

Em meio a críticas sobre a influência de Donald Trump na FIFA, o torneio mundial caminha para bater recordes de receita para a entidade e movimentar bilhões de dólares.

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g1.
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A Copa do Mundo de 2026 deve se tornar a edição mais lucrativa da história da FIFA. Impulsionada pela expansão do torneio de 32 para 48 seleções e pelo aumento para 104 partidas, a entidade estima arrecadar cerca de US$ 8,9 bilhões com a competição, aproximadamente US$ 2 bilhões a mais do que na edição de 2022, realizada no Catar.

O Mundial é o principal motor do ciclo financeiro da Fifa entre 2023 e 2026. Para o período, a entidade revisou sua previsão de receita para um recorde de US$ 13 bilhões, cerca de US$ 2 bilhões acima do orçamento inicial aprovado em 2023. Até o fim de 2024, 62% desse valor já estava garantido por contratos assinados.

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O crescimento é atribuído à expansão da Copa do Mundo de 2026, à realização da Copa do Mundo Feminina de 2023 e à criação da Copa do Mundo de Clubes de 2025.

Ao longo do ciclo, a Fifa prevê investir US$ 12,9 bilhões, dos quais mais de 90% serão reinvestidos no desenvolvimento do futebol.

Do total estimado para 2026, US$ 3,925 bilhões devem vir da venda de direitos de transmissão, o equivalente a 44% da receita.

Outros US$ 3,017 bilhões são esperados com hospitalidade e venda de ingressos — um recorde impulsionado pelo maior número de partidas e pelo uso de estádios de grande capacidade —, enquanto os direitos de marketing devem gerar US$ 1,786 bilhão.

Para organizar o torneio, a Fifa prevê um orçamento de US$ 3,756 bilhões. O excedente financeiro também deve reforçar programas de desenvolvimento da modalidade.

Além das receitas da própria Fifa, o Mundial tem movimentado diversos setores da economia. Empresas responsáveis pela operação de alimentos e bebidas nos estádios registram forte crescimento nas vendas.

Em alguns locais, o gasto médio dos torcedores chegou a US$ 100 por pessoa durante as partidas, quase o dobro do observado em jogos da NFL, segundo a Bloomberg.

As cidades-sede também começam a registrar impactos positivos. Dados do Bank of America, referentes ao período de 10 a 21 de junho, apontam alta de 6,3% nos gastos realizados com cartões de crédito e débito nas cidades que recebem partidas, em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre visitantes de outras cidades, o avanço foi de 16,7%.

Outra novidade da competição foi a adoção de uma pausa obrigatória de três minutos para hidratação em todas as partidas.

A medida foi criada para reduzir os efeitos das altas temperaturas e da umidade enfrentadas por jogadores nos Estados Unidos, México e Canadá, mas também passou a ser aproveitada comercialmente, abrindo espaço para ações publicitárias de patrocinadores da Copa e de outros anunciantes.

O aumento das receitas ocorre em meio a uma edição marcada por controvérsias. Entre os episódios mais comentados estão a anulação do cartão vermelho aplicado ao atacante norte-americano Folarin Balogun, as críticas aos altos preços dos ingressos e a concessão do Prêmio da Paz da Fifa ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A expansão do Mundial também elevou significativamente a premiação distribuída às seleções. O valor total dobrou e atingiu o recorde de US$ 871 milhões.

Cada uma das 48 equipes participantes recebe, no mínimo, US$ 12,5 milhões. O montante inclui US$ 2,5 milhões destinados à preparação para o torneio e US$ 10 milhões garantidos mesmo para as seleções eliminadas ainda na fase de grupos.

Com isso, nenhuma equipe deixa a Copa do Mundo sem uma receita milionária, independentemente do desempenho em campo.

Bui Barbosa Rodapé
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