Policial e Trânsito
Golpe do falso juiz causa prejuízo de quase R$ 165 mil a casal em Marechal Rondon
Criminosos se passaram por autoridade judicial e convenceram vítimas a realizar diversas transferências via Pix.
Um casal de Marechal Cândido Rondon foi vítima de um golpe de estelionato que resultou em um prejuízo de aproximadamente R$ 164,5 mil. O caso foi registrado na noite de quarta-feira (24) junto à Polícia Militar.
Segundo o boletim de ocorrência, o homem compareceu à sede da 2ª Companhia da Polícia Militar acompanhado da esposa para relatar que ambos haviam sido enganados por criminosos que se passaram por um juiz de Direito.
De acordo com as vítimas, os estelionatários entraram em contato com a mulher por meio do aplicativo WhatsApp, afirmando que estavam responsáveis por um processo judicial relacionado a um leilão de veículo do qual o casal seria parte interessada.
Durante a conversa, os golpistas convenceram a vítima de que seria necessário realizar pagamentos para a liberação do automóvel. Acreditando na veracidade das informações, o casal contratou empréstimos bancários e efetuou diversas transferências via Pix para a mesma chave cadastrada pelos criminosos.
Conforme relatado à polícia, inicialmente foi realizado um empréstimo de R$ 100 mil, seguido de três transferências nos valores de R$ 30 mil, R$ 29.999,99 e R$ 39.999,99. Posteriormente, as vítimas contrataram um novo empréstimo de R$ 50 mil e efetuaram outros três pagamentos, nos valores de R$ 40 mil, R$ 8.500 e R$ 16 mil.
Ao perceberem que haviam caído em um golpe, as vítimas entraram em contato com a instituição financeira na tentativa de bloquear as contas utilizadas pelos criminosos.
A Polícia Militar orientou o casal a reunir todos os comprovantes, conversas e demais provas relacionadas ao caso para apresentação à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação.
O boletim de ocorrência foi encaminhado à 47ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Marechal Cândido Rondon para os procedimentos cabíveis.
Alerta
A polícia reforça que autoridades judiciais não solicitam depósitos, transferências ou pagamentos via Pix para liberação de bens, processos ou qualquer outro procedimento judicial. Em casos de dúvida, a recomendação é procurar diretamente o fórum, advogado responsável ou órgãos oficiais antes de realizar qualquer pagamento.




