Política
Traição Consumada: A Miopia de Adriano Backes ao Trocar Leões por Camaleões
Como o prefeito rondonense está transformando aliados históricos em inimigos e inimigos em hóspedes de luxo
O Prefeito Adriano Backes ignora a história, atropela a ética e constrói um governo sobre as cinzas da traição, na política, existem erros estratégicos e existem pecados capitais, o que o prefeito Backes vem encenando nos bastidores de Marechal Cândido Rondon não é uma “manobra de coalizão”, mas um espetáculo de ingratidão sistêmica que atenta contra a dignidade de quem carregou o piano para que ele pudesse reger a orquestra. O sentimento que ecoa pelos corredores não é de dúvida, é de náusea.
A Adaga nas Costas de Quem Construiu o Caminho

Não há termo mais humano para descrever a exclusão de Ex-prefeito Márcio Rauber da própria posse do sucessor senão vilania institucional. Rauber não entregou apenas um cargo; entregou um legado e uma estrutura. Receber o poder e, no minuto seguinte, bater a porta na cara do padrinho político é o gesto mais puro de arrogância de quem acredita que o brilho da cadeira é próprio, e não refletido.

O que falar da perseguição implacável de Backes à vereadora Tania Maion (Republicanos)? O caso transborda o limite do aceitável e atinge o ápice do escândalo no episódio da Casa Lar. Em um depoimento que beira a sinceridade suicida, a própria Primeira-Dama deixou claro que a ofensiva não era administrativa, mas sim uma retaliação pessoal pelo fato de Tania ter ousado criticá-la. Quando a intimidade do gabinete é usada para confessar que a máquina pública serve de instrumento de vingança, a política deixa de ser gestão para se tornar uma vendeta rasteira. Ao descer ao nível do ataque pessoal e familiar para silenciar uma representante eleita, Backes e seu círculo íntimo transformam o governo em um tribunal de exceção, onde o crime é não se curvar à vontade da ‘corte’ municipal.
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Ao rifar nomes de peso como os suplentes Verde (União Brasil) e Suko (Republicanos), Backes comete um ato de miopia política galopante e ingratidão confessa. Suko e Verde não foram apenas votos na urna; foram vozes de coragem na Câmara, mantendo uma postura ética e inabalável ao lado da população no episódio do presídio uma pauta que o prefeito tentou impor ‘goela abaixo’ do cidadão rondonense.
Ao punir esses representantes justamente por exercerem a lealdade ao povo, Backes não está apenas mudando peças em um tabuleiro; ele está cuspindo no suor de quem enfrentou o sol do meio-dia na campanha e na dignidade de quem honrou o mandato.
Com esse gesto, o prefeito envia uma mensagem sinistra a cada cabo eleitoral e a cada cidadão: para este governo, o caráter é um defeito e a submissão cega é a única moeda de troca. Ele deixa claro que, em sua gestão, aqueles que têm espinha dorsal para dizer ‘não’ ao autoritarismo são jogados ao relento, provando que os degraus que o subiram ao poder agora são tratados como entulho descartável.
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E a lista de nomes qualificados jogados ao relento por puro capricho político só aumenta, evidenciando uma gestão que prefere o isolamento à competência. O descarte do suplente de vereador Pedro Rauber (União Brasil) e dos ex-secretários Anderson Loffi e Bolha não é apenas uma reforma administrativa; é o desmonte de um capital intelectual que dava sustentação ao governo. Pedro Rauber carrega um sobrenome que se confunde com a história de Marechal e uma base que não aceita ser tratada como descartável.
Já Loffi e Bolha, que entregaram resultados técnicos e operacionais nas suas pastas, viram a porta do gabinete se fechar não por falta de trabalho, mas por excesso de dignidade. Ao isolar esses quadros experientes, Backes retira o motor que fazia a máquina girar com eficiência para dar lugar a um vazio de liderança preenchido apenas por interesses de ocasião.
O prefeito parece sofrer de um delírio de autossuficiência, esquecendo que governos que demitem a lealdade e a competência acabam por demitir, a curto prazo, a própria relevância perante a sociedade.



Flores para os Inimigos, Espinhos para os Irmãos
O cenário beira o absurdo: enquanto os aliados de primeira hora amargam o isolamento e o desrespeito, Backes estende o tapete vermelho para os algozes de ontem, ver o prefeito abraçar figuras como o vereador Iloir Padeiro (PL) que até ontem era o crítico feroz e hoje se dobra de forma humilhante para defender as “FARRAS DAS DIÁRIAS” da gestão Backes em troca de uma migalha de poder é um insulto à inteligência do rondonense.
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O “sorriso largo” para os vereadores Sphor (PL) e Fábio (PL), enquanto o Coronel Welington (União Brasil) e Juliano Oliveira (PP) assistem atônitos à própria desvalorização, prova que, no governo Backes, a lealdade é um passivo e a oposição é um ativo. É a lógica invertida da honra: vale mais quem te atacou do que quem te defendeu.



A Fatura da Traição Nunca Falha
Backes parece acreditar que a política é feita de conveniências momentâneas e que a memória do aliado é curta. Engana-se. A política é, acima de tudo, feita de gente. E gente que se sente traída não esquece; ela espera o momento do troco.
O que assistimos hoje é um governo que nasce sem alma, construído sobre os escombros de alianças rompidas e promessas jogadas ao vento. Backes pode ter a caneta hoje, mas o peso da ingratidão é uma tinta que não apaga. Ao trocar o sangue dos seus pelo sorriso amarelo dos opositores, ele não está ganhando apoio; está apenas alugando adesões de conveniência, E quem aluga um adesões de conveniência hoje, será a próxima vítima da conveniência de amanhã.
“Onde está o líder que deveria proteger sua base? Ocupado demais descartando aliados como entulho e tratando-os apenas como degraus descartáveis, Backes sela seu destino: em Marechal, ele não será lembrado pelo cimento das obras, mas pela cicatriz da deslealdade de quem, em um surto de miopia, escolheu morder a mão que o alimentou, transformando seu legado na sentença perpétua da traição.”
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Este texto foi escrito por Josoé Pedralli, advogado e jornalista, que assina esta coluna de opinião analisando criticamente a gestão pública e os reflexos jurídicos e políticos dos fatos na atualidade.




