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“Dia do Sim” (Netflix, 2021): uma brincadeira familiar nada envolvente e que vai se tornando cada vez mais uma grande chatice

O filme acaba sendo uma brincadeira familiar nada envolvente e que vai se tornando cada vez mais uma grande chatice

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Martin Luther – Enem

E se fosse possível um dia sem nenhum limite para as crianças? É difícil de acreditar que a Netflix tenha colocado em cartaz um filme com essa proposta justamente em meio a uma pandemia. É muita insensibilidade sugerir às crianças que estão há um ano ou mais em isolamento social que seus limites sejam por puro autoritarismo de seus pais. Seria apenas um filme ruim em qualquer outro momento, mas nesses tempos de Covid, é um filme irresponsável.

Acusada por seus filhos de ser uma mãe ditatorial, Allison Torres (Jennifer Garner) e seu marido Carlos (Edgar Ramirez) são chamados na escola de seus filhos por causa de trabalhos escolares que a comparam com ditadores. Arrasados, encontram um estúpido orientador que dá a ideia de um dia em que os pais são obrigados a dizer sim para absolutamente tudo o que os filhos desejarem. É claro que há regras como: nada ilícito, nada para além de 32 quilômetros de distância e nada que implique riscos à vida. Então, tendo a filha mais velha apenas 14 anos de idade, o que poderia dar errado?

Avisul

A premissa do filme já se estabelece de maneira torta. Fica difícil de comprar a ideia de que uma escola esteja preocupada com o zelo de uma boa mãe na educação de seus filhos. Afinal, não vemos os limites dados como meros caprichos ditatoriais ou abusivos. E sim , há problema em deixar uma menina de 14 anos ir sozinha ao um show. Mas outros elementos são jogados no início do filme para serem abandonados imediatamente depois sem nenhuma consequência ou reflexão. Que a vida sem a palavra Não de quando eram solteiros tornou o extremo oposto quando vieram os filhos, que é difícil uma mãe de três crianças voltar para o mercado de trabalho, que é difícil ser advogado de uma empresa da geração Y, e assim por diante. E à medida que o filme avança, absolutamente todos os personagens são mais infantis do que as próprias crianças.

Inspirado num livro de desenhos, sem texto, que provocou muita polêmica em 2009, o filme parece ser direcionado para um público pré-adolescente, mas vendido como um filme para toda a família. E Jennifer Garner, que além de atuar como protagonista, também é a produtora, parece que fez questão de manter a falta de um texto. “Dia do Sim” carece de diálogos pelo menos interessantes e está repleto de personagens idiotas. Há algumas piadas visuais e algum humor físico, como uma competição alimentar, um jogo de guerra com balões de tinta, brigas por gorilas de brinquedo e uma passagem pela prisão. Mas tudo isso em meio a um roteiro que se arrasta para avançar.

VEREDITO: Já tivemos excelentes farsas no cinema com o tema de um dia liberal sem consequências, mas não é o caso do “Dia do Sim”. O filme acaba sendo uma brincadeira familiar nada envolvente e que vai se tornando cada vez mais uma grande chatice. “Dia do Sim” falha como farsa e falha como entretenimento, tendo apenas duas ou três cenas divertidas – e estas cenas estão todas no trailler. NOTA: 3,5.

Pós-Crédito: tem uma cena, mas tão irrelevante quanto o personagem no filme.

Estácio
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