Política
URGENTE: Cerco fechado e vitória à vista: Prefeito Backes e Vice Sauer usam a máquina do executivo para garantir votos e suspender a vereadora Tânia Maion
A vitória de Adriano Backes que está prestes acontecer, garantida com pressão e manobras nos bastidores, escancara o uso do poder para silenciar a oposição e entra para a história como o dia em que o executivo, com o voto do PT, vai suspender a vereadora bolsonarista Tânia Maion
O cerco político montado pelo prefeito Adriano Backes (PP) finalmente se fechou. Após dias de intensa pressão e manobras de bastidores, o Executivo conseguiu, extraoficialmente, a maioria necessária para suspender a vereadora Tânia Maion (Republicanos).
A vitória, no entanto, é amarga para a democracia local, pois não se trata de um triunfo de argumentos, mas de força bruta e autoritarismo. A história registrará que, para calar uma opositora, Backes e Sauer não hesitaram em usar todo o poderio de sua máquina administrativa, inclusive selando uma aliança impensável com a oposição.
A movimentação de Backes e Sauer, que incluiu ultimatos a vereadores e ameaças de mandar suplentes para casa, surtiu o efeito desejado. Nos corredores da Câmara e da política, a informação que circula é de que a vitória do prefeito é certa, mas não pela convicção dos parlamentares.
O que se ouve é que muitos vereadores não se sentem à vontade em suspender vereadora Tânia Maion, mas, acuados pela pressão de Backes para agradar a primeira-dama, preferiram o conforto político de estar ao lado do Executivo. Uma escolha covarde que expõe a fragilidade da nossa democracia e a subserviência de parte do Legislativo.
O prefeito Backes, que iniciou o mandato com a pecha de ser um “político conciliador”, mostrou-se, na verdade, um líder implacável e vingativo, disposto a usar de qualquer artifício para esmagar quem critíca sua esposa Andria Backes.
A suspensão da vereadora, que foi eleita no mesmo grupo de Backes, é a prova final de que a ética política foi sacrificada em nome de uma vingança pessoal, que nasceu de críticas de Tânia Maion na tribuna, e não da fiscalização na Casa Lar.
A ironia macabra da história é que o próprio Backes, que se diz bolsonarista, vai contar o voto do PT, representado pelo vereador Fernando Nègre, para suspender uma colega de ideologia.
O legado de Adriano Backes e Vanderlei Sauer, ao que tudo indica, não será o de líderes visionários, mas o de um prefeito e vice que usaram o poder de forma distorcida para sufocar a liberdade de expressão. A suspensão de Tânia Maion, com o apoio de um PT, entra para a história de Marechal Cândido Rondon como um dos momentos mais sombrios da sua política.
O que era para ser uma discussão sobre decoro parlamentar se tornou um marco do abuso de poder, e o pior, com a chancela de uma Câmara que, por medo, está sinalizando para o lado do prefeito.






