Policial e Trânsito
MP denuncia mulher encontrada acorrentada após marido ser assassinado em Toledo
Segundo MP, Odete Aparecida Batista cometeu o crime
O Ministério Público (MP-PR) denunciou Odete Aparecida Batista por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e meio cruel, pela morte do marido dela em Toledo, no Oeste do Paraná.
O crime foi em sete de janeiro deste ano. Na época, Odete foi encontrada acorrentada em uma cadeira na rua. Ela contou que quatro pessoas encapuzadas teriam entrado na casa e matado o seu companheiro.
Mas para o MP, foi Odete quem matou o marido a facadas, enquanto ele dormia, por não aceitar o fim do relacionamento. Nos interrogatórios, a acusada nega envolvimento no crime.
Odete também é acusada de fraude processual, já que a arma do crime não foi encontrada e ela teria tentado induzir a investigação ao erro .
Ela também teve a prisão temporária convertida em prisão preventiva.
A defesa de Odete Aparecida Batista não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Relembre o caso
No dia do crime, de acordo com o relatório policial, uma mulher de 51 anos foi encontrada acorrentada a uma cadeira em via pública. E o marido estava morto na cama, na casa onde eles moravam, no Jardim Coopagro, em Toledo.
A mulher relatou à polícia que acordou de madrugada com batidas na porta e ouviu alguém chamando pelo marido.
Quando ela foi atender, quatro indivíduos encapuzados colocaram uma fita em sua boca e um saco preto na sua cabeça e a acorrentaram na cadeira.
Na sequência, segundo ela, foi possível ouvir uma discussão entre os suspeitos e o marido, mas a mulher não sabia de qual assunto se tratava. Logo, ela ouviu barulhos que pareciam batidas.
Conforme o relatório da PM, antes de irem embora, os suspeitos teriam obrigado a mulher a ingerir um líquido, que ela desconhecia, e eles ainda teriam ordenado que ela só pedisse socorro após três horas.
A mulher conseguiu pedir ajuda para vizinhos somente 40 minutos depois do ocorrido e, com a chegada da polícia, foi encaminhada à uma unidade de saúde para atendimento médico.
Ao entrar na casa, os policiais encontraram o homem morto na cama com grandes ferimentos no rosto e na cabeça. Ele tinha 40 anos. A mulher relatou à PM que não faz ideia da motivação do crime.
De acordo com a equipe policial, nada foi levado da residência, porém, nenhum celular foi localizado. Na garagem, estavam um automóvel e uma motocicleta com as chaves na ignição, que foram deixados intactos, o que levantou suspeitas dos investigadores.
As suspeitas da possibilidade da mulher ter encomendado a morte do marido, ter participado ou cometido o crime aumentaram no velório de Dirceu, quando ela começou a investigar sobre os bens dele, sobre o acerto na empresa e outros assuntos relacionados a dinheiro. Um parente também relatou em depoimento à Polícia Civil que Dirceu estava pensando em se separar dela.
Conforme o delegado chefe da 20ª SDP, Alexandre Macorin, várias afirmações dela eram contraditórias.
“Ela estava amarrada em uma cadeira de plástico e a primeira atitude dela é conseguir abrir uma porta, subir uma rampa e pedir socorro ainda presa a cadeira, sendo que ela estava a 20 metros e não foi ver o que havia acontecido com o próprio marido. São contradições e existem várias outras que ainda não podemos informar para manter o sigilo das investigações”, revelou.
O delegado também falou que a casa onde o casal vivia é muito pequena.
O fato de quatro pessoas baterem na porta causa um barulho muito alto. A Polícia fez o percurso contado pela mulher. Além disso, a vítima era uma pessoa grande de 120 kg. Os investigadores estranham o fato dele ter pedido para uma senhora que toma remédios controlados abrir a porta às 01h30 da manhã sendo que chamaram pelo nome do marido.
A prisão temporária foi realizada no dia 18 de janeiro para que a investigação não fosse atrapalhada e a suspeita não fugisse.




