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Estreia na Disney+ a tão aguardada série “Star Wars: Bad Batch”

Um pequeno guia para enriquecer sua experiência nessa nova aventura Star Wars

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Silveira institucional

Não é necessário ser um profundo conhecedor de Star Wars para acompanhar a nova série “Bad Batch” da Disney+. A imensa quantidade de séries, jogos, histórias em quadrinhos e tudo mais que compõem o chamado Universo Expandido de Star Wars foram feitos como apêndices dos filmes, onde ocorrem os principais eventos da história. Então, para compreender o contexto, é necessário somente que se tenha assistido os filmes de Star Wars para apreciar como qualquer outro produto dessa franquia. Mas se você tentar acompanhar tudo o que se tem disponível nesse imenso universo, você se divertirá muito mais sempre que houver um lançamento por causa da riqueza de referências que será capaz de identificar.

Então, em vez de uma crítica ao primeiro episódio de “Bad Batch”, faremos um guia trazendo importantes informações para que sua experiência ao longo de toda essa série seja ainda mais proveitosa. Para quem já sabe de tudo sobre Star Wars, será uma ótima oportunidade para rever ou relembrar os bons momentos da saga. Para quem apenas viu os filmes, uma ótima chance para ficar por dentro de alguns detalhes preciosos.

NM Empreendimentos – Linha Arara

Contexto geral

Durante a trilogia de filmes denominados de “Prequels” (Episódios I, II e III), vemos os acontecimentos que provocaram o conflito entre a República Galáctica e a Confederação de Sistemas Independentes, as chamadas Guerras Clônicas. A guerra foi assim nomeada graças ao exército da República, formado por clones do caçador de recompensas Jango Fett e, assim, reunindo milhares de soldados fabricados em série e colocados em campo contra o exército Separatista, por sua vez, formado essencialmente por droides.

As Guerras Clônicas, entretanto, fizeram parte de um ardiloso golpe tramado pelo senador Palpatine, que se tornaria mais tarde o grande imperador Darth Sidious. Ele estava por detrás da Crise Separatista que deu início aos conflitos, bem como estava à frente da República, do qual havia se tornado Chanceler Supremo. Em outras palavras, Palpatine comandava ambos os lados da guerra. Os três anos de conflito culminam com a Ordem 66, uma ordem de extermínio de todos os Cavaleiros Jedi executada pelos clones graças a uma programação inserida secretamente em cada um desses soldados. Com o fim dos cavaleiros Jedi e com Palpatine tendo o total controle de todas as estruturas tanto da República quanto da Confederação, nasce o Império Intergalático. Na trilogia seguinte, denominada de “Clássica” (Episódios IV, V e VI), vemos o apogeu e a queda desse Império.

O que é um “lote estragado” ou quem são os “malfeitos”?

Numa tradução livre do inglês, “Bad Batch” significa “lote estragado”. Mas também podemos compreender como “lote do mal” devido ao jogo de palavras que essa expressão adquire por se tratar de um grupo de soldados feitos em série. Porém, na série animada “Guerras Clônicas”, a tradução oficial, vamos dizer assim, optou por usar a expressão “malfeitos”.

A primeira aparição de um lote estragado se deu na terceira temporada de “Guerras Clônicas” e também em um longa animado dessa mesma série. O chamado “Esquadrão Domino”. Eles não conseguiam trabalhar juntos, não seguiam corretamente nenhuma formação de combate e caíam feito dominós no Desafio Citadel, uma espécie de exame final de admissão para o Exército. Porém, a Jedi Shaak Ti enxergou neles algo especial e decidiu dar a eles uma segunda chance de refazer o teste.

No dia do teste, o teatro de batalha foi sabotado. Como o esquadrão Domino era mal-formado e não seguiam muito bem os protocolos e programações dos demais clones, conseguiram um feito inédito para outros esquadrões: o improviso em batalha. As novas circunstâncias fizeram com que o esquadrão finalmente trabalhasse em equipe e assim conseguiram se formar. O esquadrão foi importante durante as batalhas na lua Rishi, porém somente dois membros sobreviveram: Fives [CT-5555] e Echo [CT-1409] (guarde esses nomes).

Quem foi o “Clone 99”?

O Clone 99 foi o primeiro clone de Jango Fett que saiu mal-formado, repleto de defeitos genéticos e físicos. Considerado inapto para o serviço militar, foi designado para o serviço de manutenção do planeta Kamino, uma espécie de Quarta General e Escola de Soldados do exército dos clones. 99 era diferente não apenas fisicamente, mas também por desenvolver uma verdadeira ideologia acerca da vida de um soldado clone. Para ele, cada soldado era um irmão e indivíduo, merecendo um nome e não apenas um número de série.

Quando o Esquadrão Domino ganhou o direito de refazer o Desafio Citadel, 99 convenceu Hevy, um dos clones defeituosos, a permanecer entre os Domino e ajudá-los a se formar. Foi a filosofia de 99 que deu ao grupo a unidade em combate que lhes faltava. Mais tarde, durante um ataque inimigo ao planeta Kamino, 99 é morto em combate ao tentar obter mais munição aos clones. Dessa forma, recebe a graduação póstuma de soldado e também é condecorado como herói.

A origem do “Esquadrão Clone 99”

Nos primeiros episódios da sétima e última temporada de Star Wars: “Guerras Clônicas”, o clone denominado “Rex” é o principal estrategista em comando das tropas da República. Tendo liderado suas tropas em importantes missões, sobretudo ao lado do Jedi Anakin Skywalker, Rex percebeu que o exército inimigo havia assimilado com exatidão todos os seus protocolos e táticas de combate.

As táticas de combate que Rex adotava tiveram importante colaboração do mal-feito Echo. Assim, Rex desconfiava que talvez os droides não tivessem, de fato, assimilado todas estas táticas, mas que talvez Echo estivesse por trás do exército inimigo. Até então, acreditava-se que Echo tinha morrido em combate, mas a precisão do exército inimigo antecipando cada movimento mostrava que talvez ele estivesse não apenas vivo como também reprogramado.

Uma vez que todas as táticas de Rex seriam inúteis em qualquer novo ataque, era necessária uma expedição que adotasse táticas, vamos dizer assim, nada ortodoxas. Dessa maneira, foi convocado para a missão de infiltração ao Centro Cibernético Separatista um esquadrão experimental de clones defeituosos que possuíam, nas palavras de Rex, mutações desejáveis. O esquadrão adquiriu notoriedade por apresentar 100% de efetividade em todas as suas missões e ficou conhecido como “Força Clone 99”, em homenagem ao herói, o soldado 99.

Durante a missão, Anakin Skywalker, Rex e a Força Clone 99 descobrem que, de fato, Echo estava vivo e partem para resgatá-lo. A missão foi um sucesso, com Echo se unindo aos “Malfeitos”.

A formação da Força “Clone 99”

O lote estragado tem como líder o sargento “Hunter”. Sua aparência é muito inspirada no personagem Rambo, de Sylvester Stallone. Suas modificações genéticas o tornam um líder nato, mas também sensitivo para os campos eletromagnéticos. Dessa forma, Hunter não apenas possui uma imensa capacidade de improviso em batalha como também adquire precisão dos movimentos que o esquadrão precisa dar em campo.

Crosshair é o atirador de elite do grupo. Possui uma visão excepcional e uma capacidade absurda de precisão em tiros de longas distâncias. Mas é extremamente introspectivo, mal-humorado e possui verdadeira aversão aos clones regulares (que ele chama de “norms”).

Tech é o gênio do esquadrão. Especialista em decupar situações complexas, hábil em descriptografia, além de ágil em matéria de elaboração de táticas militares e linguagens eletrônicas.

Destruidor é o brutamontes. O que lhe falta em matéria de inteligência lhe sobra em força e destemor. Tem imensas dificuldades em memorizar protocolos de batalha e comandos táticos, mas é um tanque humano.

Echo, por ter sido capturado pelas forças separatistas, foi reconfigurado e reprogramado, transformando-se em um corpo ciborgue. Dessa forma, também adquiriu uma armadura única.

O Primeiro Episódio de Bad Batch, a nova série de Star Wars

O 4 de maio é considerado o dia mundial de Star Wars por causa da famosa saudação “Que a Força esteja com você” (um trocadilho em inglês entre May 4th com “May the Force be with you”). Data que, este ano, veio com um episódio especial de mais de uma hora de duração da nova série “Bad Batch”. Assim, sem nenhum novo filme no horizonte e com um departamento todo voltado para investigações sobre o universo Star Wars – sobretudo após tudo o que deu errado com os filmes Ascensão Skywalker e Solo, a Disney aposta suas fichas em mais uma série que narra os acontecimentos entre uma trilogia e outra.

Star Wars: the Bad Batch nasce como continuação da já encerrada série Star Wars: the Clone Wars e ocorre, na cronologia da narrativa, durante os eventos entre A Vingança dos Sith e Uma Nova Esperança. Mais precisamente, seu início se dá durante a Ordem 66 às tropas clônicas da República. “Fives” havia descoberto o implante que faria as tropas atenderem ao chamado de execução dos Jedi, mas foi executado antes que pudesse passar adiante a informação. Dessa maneira, a ordem foi dada e imediatamente cumprida. Exceto por um esquadrão defeituoso: a Força Clone 99.

Os membros do esquadrão não compreendem a ordem dada e presenciam os “norms” executarem a Jedi Saw Guerrera, mestre do então padawan Caleb Dume (ele será importante em outra série, Star Wars: Rebels). Recusam-se, inclusive, executar Caleb – exceto por Crosshead, que de certa maneira é suscetível à ordem 66 apesar de todo o seu desprezo para com os demais clones normais. De volta à base no planeta Kamino, percebem que tudo havia mudado. Um Império começa a se erguer – com direito à famosa Marcha Imperial como trilha de fundo. O treinamento está diferente. Novas ordens são dadas. A guerra acabou, mas talvez tenha despertado um mal maior.

Uma nova personagem nos é apresentada: Omega, que também se trata de um clone modificado, jovem, doce e misteriosa. Ela rapidamente cria vínculo com o líder Hunter e ajuda na fuga do esquadrão. E assim, começa uma nova jornada para o lote estragado, os malfeitos.

VEREDITO: Star Wars sempre nos brinda com uma narrativa rica, repleta de referências às diversas linguagens da literatura. Além de abordar filosofia, mitologias e política, também bebe na fonte de gêneros como Western, Samurai e crônicas de guerra. Todas as séries e filmes que bebem sobretudo na fonte das crônicas de guerra sob o comando da Disney tem sido muito bem feito e agradado os fãs. É o caso de Star Wars: Rogue One, que promete ser o caso de The Bad Batch.

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