Policial e Trânsito
Mulher e filha são acolhidas após denúncia de ameaças em caso de violência doméstica em Marechal Rondon
CREAS auxiliou no encaminhamento da mãe e da criança para a residência de familiares em outro município.
Uma ocorrência de violência doméstica mobilizou a Polícia Militar e a rede de assistência social de Marechal Cândido Rondon na tarde desta terça-feira (8).
A equipe policial foi acionada para comparecer ao posto de saúde do município, onde uma mulher relatou viver um relacionamento conturbado com o companheiro e manifestou preocupação com sua segurança e a da filha do casal, de apenas 1 ano e 8 meses.
Segundo a vítima, ambos são cadeirantes e residem, juntamente com a criança, na casa do avô do companheiro. Ela informou ainda que, após mais uma discussão ocorrida por telefone, decidiu procurar ajuda da Polícia Militar.
Conforme o relato, em ocasiões anteriores o companheiro teria ameaçado agredi-la fisicamente e também teria afirmado que faria mal à filha do casal, situação que passou a gerar temor pela integridade física de ambas.
A mulher informou aos policiais que não desejava retornar à residência, porém não possuía condições financeiras para se deslocar até a casa de familiares, localizada em outro município, a cerca de 180 quilômetros de distância.
Os policiais estiveram na residência e conversaram com o companheiro da solicitante, que confirmou a existência de discussões frequentes, mas negou ter praticado agressões ou ameaças contra a mulher e a criança.
No momento do atendimento, a filha do casal encontrava-se em segurança em uma creche do município.
Diante da situação de vulnerabilidade, a equipe policial acionou profissionais do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que compareceram ao local para prestar atendimento.
Após avaliação conjunta, foi definido o encaminhamento da mulher e da criança para a residência de familiares em outro município, como forma de garantir a proteção e o bem-estar de ambas.
A Polícia Militar destacou que as ameaças relatadas pela vítima teriam ocorrido em datas anteriores, não havendo situação de flagrante no momento da ocorrência, motivo pelo qual não foi possível a condução do homem à delegacia.
Durante o atendimento, os policiais também constataram condições precárias de organização e higiene no imóvel, situação que motivou o encaminhamento do caso ao Conselho Tutelar para acompanhamento e adoção das medidas que forem consideradas necessárias.
A vítima recebeu orientações sobre os mecanismos de proteção previstos na legislação, incluindo a possibilidade de solicitar medidas protetivas de urgência junto ao Poder Judiciário.
O caso foi encaminhado à 47ª Delegacia Regional de Polícia Civil para conhecimento e eventuais providências.




