Saúde
Ministério da Saúde suspende vacina do Butantan contra dengue após reações adversas
Decisão é preventiva e ocorre após registro de 42 reações em 500 mil vacinados; dois óbitos são investigados
O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária e preventiva da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada após o registro de 42 reações adversas entre cerca de 500 mil pessoas vacinadas em todo o país.
Segundo Eder Gatti, diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacinação começou em janeiro deste ano em três cidades escolhidas para uma estratégia piloto: Botucatu (SP), Nova Lima (MG) e Maranguape (CE).
De acordo com a pasta, três casos foram classificados como graves e estão sob investigação. Entre eles, duas pessoas morreram após apresentarem sintomas compatíveis com dengue grave semanas depois de receberem a vacina. Até o momento, não há confirmação de que os óbitos ou as demais reações tenham sido causados pelo imunizante.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a medida segue o princípio da precaução e busca garantir a segurança da população enquanto são realizados novos estudos e análises sobre os casos registrados.
O Ministério da Saúde também orientou que estados e municípios acompanhem pessoas vacinadas nas últimas semanas para identificar possíveis reações adversas e monitorar a evolução dos casos.
Em nota, o Instituto Butantan informou que seguirá colaborando com as investigações conduzidas pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A instituição destacou que a suspensão é temporária e que a decisão foi tomada de forma preventiva.
O Butantan ressaltou ainda que os eventos graves representam uma parcela muito pequena diante do total de doses aplicadas e lembrou que estudos clínicos apontaram eficácia de quase 80% contra a dengue e de 89% contra formas graves da doença.
Enquanto as investigações prosseguem, autoridades reforçam que o combate aos focos do mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal estratégia para reduzir a transmissão da dengue no país.




