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Telões com montagem de Bolsonaro agredindo jogador paraguaio causam confusão generalizada na fronteira com o Brasil
Montagem foi exibida em ao menos três telões de publicidade nesta sexta (29). População quebrou um dos tótens. Empresas de publicidade disseram que foram hackeadas
Uma montagem exibida em telões publicitários de Cidade do Leste, na fronteira do Brasil com o Paraguai, provocou revolta e confusão nesta sexta-feira (29).
As imagens mostraram, por cerca de uma hora, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao lado de provocações políticas e futebolísticas contra o Paraguai, incluindo uma cena em que ele aparece agredindo o jogador Gustavo Gómez, escalado para a Copa do Mundo. O conteúdo foi exibido em pelo menos três painéis eletrônicos da cidade, conforme apurou o g1.
As empresas responsáveis pelos espaços publicitários, Fast print e Publimix, afirmaram que os sistemas foram alvo de invasão hacker. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre quem criou a montagem ou invadiu o sistema para exibi-la.
Revoltados, moradores destruíram um dos telões. A montagem dizia que o “Brasil mandou e desmandou no campo e na política”. A imagem era acompanhada da imagem de Bolsonaro sentado nas costas do jogador, o puxando pelos cabelos. No canto inferior da montagem, havia a provocação “o Hexa é nosso”.
Confusão é investigada
Segundo relatório do Departamento de Segurança Turística do Paraguai, equipes policiais acompanharam a confusão para evitar confrontos e preservar a segurança no local.
A prefeitura de Cidade do Leste afirmou que abriu uma investigação administrativa para apurar o caso e identificar os responsáveis pela divulgação das imagens. Em nota, o município repudiou os anúncios e informou que também irá analisar possíveis sanções e multas contra as empresas responsáveis pelas estruturas publicitárias.
As imagens também foram exibidas em um outdoor ligado à loja New Zone. A empresa informou que não teve participação na divulgação do conteúdo e afirmou que solicitou esclarecimentos imediatos à empresa responsável pelos anúncios, além da retirada das imagens.
Em nota, as empresas responsáveis afirmaram que o conteúdo foi sido divulgado por meio de “manipulação não autorizada” das telas publicitárias. Disseram ainda que estão colaborando com as autoridades competentes e com os responsáveis técnicos para esclarecer os fatos, identificar os autores e determinar as responsabilidades correspondentes.
“As informações preliminares apontam para atos ilícitos de invasão hacker da estrutura publicitária”, informou o comunicado.
As empresas disseram ainda que uma denúncia criminal foi sendo formalizada junto à Promotoria de Crimes Cibernéticos no Paraguai.




