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Calor extremo eleva mortalidade e prejuízos financeiros na América Latina, aponta relatório
Foram analisados 41 indicadores em 11 países, inclusive o Brasil
O relatório The Lancet Countdown para América Latina, com a colaboração de 25 instituições acadêmicas e agências da Organização das Nações Unidas (ONU), mostrou que calor extremo eleva a mortalidade e traz prejuízos financeiros na América Latina.
Foram analisados 41 indicadores em 11 países, inclusive o Brasil. O documento aponta os efeitos dos eventos extremos relacionados ao aquecimento global, como tempestades, secas e ondas de calor.
A pesquisa destaca 2024 como o ano mais quente registrado no planeta até agora, com temperatura média global de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais. O alerta em relação à saúde humana é grave: ela continuará a se deteriorar no futuro por conta dos efeitos cumulativos da emergência climática.
As perdas econômicas também preocupam. Segundo o relatório, elas somaram mais de U$19 bilhões de dólares em 2024, na América Latina. Isso representa 0,3% do PIB da região.
Brasil e Chile apresentaram as maiores quedas proporcionais, girando em torno de 0,63% do PIB. Na sequência do ranking, México, com 0,14%, Panamá, 0,13%, Equador, 0,08% e Peru, 0,07%.
O documento informa ainda que a proporção de terras atingidas por secas que duraram um mês cresceu 275%, passou de 15,8% entre os anos de 1981 a 1990 para 59,1% entre 2015 e 2024.




