Política
Prefeito Backes e Vice Sauer desprezam campanha das mulheres empresárias e transforma o “Outubro Rosa” em vitrine de marketing barato
Prefeitura cria camiseta própria e desvaloriza o esforço comunitário que já destinou mais de R$ 214 mil ao Hospital do Câncer Uopeccan
O que vale mais: uma fotografia bonita para redes sociais ou o fortalecimento de uma causa que salva vidas? A gestão de Adriano Backes e Vice Sauer parece já ter escolhido. Na abertura do outubro rosa, a prefeitura de Marechal Cândido Rondon exibiu servidores vestidos com camisetas próprias, posando em frente ao paço municipal, enquanto a comunidade esperava a continuidade de uma tradição consolidada: o apoio público à campanha “Um Toque pela Vida”.
Desde 2010, a mobilização organizada pelo Conselho da Mulher Empresária da Acimacar transformou a camiseta rosa em símbolo de esperança e solidariedade. Mais que uma peça de vestuário, ela tem sido instrumento de arrecadação: mais de R$ 214 mil já foram revertidos ao Hospital do Câncer Uopeccan, que graças a esse apoio passou a atender pacientes rondonenses. Em gestões anteriores, o poder público comprava as camisetas do próprio conselho, reforçando a causa e ampliando o alcance da campanha.
Este ano, no entanto, a administração preferiu uma rota diferente. Em vez de investir na iniciativa local, optou por uma versão própria da camiseta, gesto que não apenas esvaziou a simbologia da campanha, como também retirou da Uopeccan e da comunidade uma importante fonte de recursos.
O desconforto foi imediato entre as integrantes do Conselho da Mulher Empresária, que viram seu trabalho de mais de uma década ser ignorado em troca de uma imagem para o Instagram oficial da prefeitura.
Ironia ou tragédia? Ao que tudo indica, a decisão teria sido motivada por economia de recursos ou até mesmo por interesses políticos, já que se especula sobre doações vindas de aliados. Mas o custo dessa escolha vai muito além da contabilidade fria: enfraquece a solidariedade, desvaloriza o esforço coletivo e coloca a política da vitrine acima da responsabilidade social.
No fim, a mensagem transmitida pela administração é clara: A foto oficial fala mais alto do que o compromisso real com a luta contra o câncer. Para uma gestão que deveria inspirar confiança e liderar pelo exemplo, o resultado é um retrato melancólico onde a vaidade política aparece em primeiro plano, e a vida, em segundo.




