Política
Pulso fraco: Prefeito Backes ignora autoridades e recua sobre o presídio por pressão popular
A decisão de Backes, portanto, não pode ser vista como um ato de diálogo, mas sim como uma rendição
Em uma das mais notáveis demonstrações de fraqueza política de sua gestão, o prefeito Adriano Backes (PP) parece estar prestes a capitular diante da pressão popular e desistir da doação de uma área para a construção do novo presídio. A decisão, caso se confirme, não seria apenas um recuo estratégico, mas sim a prova cabal da falta de pulso firme e da covardia de um líder que se esconde atrás do pânico social, em vez de priorizar o bem público a longo prazo e ouvir quem realmente entende do assunto.
A postura de Adriano Backes revela uma grave incompreensão sobre o papel de um prefeito. Ser líder de um município não é simplesmente administrar por popularidade, mas sim tomar decisões difíceis e impopulares que são necessárias para o desenvolvimento e a segurança da comunidade. Um político de respeito e credibilidade não se faz dizendo “amém” para tudo, mas sim priorizando o que deve e precisa ser feito, sobretudo quando se tem o apoio de quem atua na linha de frente do problema.
Ao recuar sobre o presídio, o prefeito Backes está se escondendo atrás de uma parcela da população, ignorando o fato de que a segurança pública exige ações concretas e inadiáveis. A atual penitenciária é obsoleta, um verdadeiro “barril de pólvora” no meio da cidade, e a construção de uma nova unidade é uma necessidade histórica. No entanto, o prefeito opta pelo caminho mais fácil, o da omissão, e deixa de lado o compromisso de governar com o interesse público.
O mais grave é que a gestão municipal está fechando os olhos para o clamor de importantes entidades e autoridades, que se manifestaram claramente a favor do projeto. O delegado da Polícia Civil, Pedro Lucena; o comandante regional da PM, tenente-coronel Valmir de Souza; e o presidente do Conselho da Comunidade, Itamar Dallagnol, foram cirúrgicos ao apontar os absurdos espalhados por boatos e defenderem o novo presídio como uma solução urgente.
A eles se juntam o Conselho de Segurança, o Ministério Público e outras entidades, que também se posicionaram favoráveis à obra. Ao se acovardar, o prefeito Backes desconsidera a voz de um coro de especialistas e entidades, mostrando que a sua gestão prefere a inércia e o medo à responsabilidade e à coragem.
A decisão de Backes, portanto, não pode ser vista como um ato de diálogo, mas sim como uma rendição. Uma traição à confiança daqueles que o elegeram para ter coragem, visão e pulso firme. A história de Marechal Cândido Rondon, que precisava de um líder para enfrentar seus desafios, encontra agora um prefeito que se acovarda diante do primeiro obstáculo.
O legado de Backes, ao que tudo indica, não será de grandes obras ou de liderança, mas sim de uma gestão que se curvou à pressão, deixando de fazer o necessário para que a cidade pudesse seguir em frente.
Curiosamente, a covardia demonstrada pelo prefeito neste caso contrasta de forma chocante com a sua atitude implacável em outra frente. Para suspender a vereadora Tânia Maion, Backes usou todo o poderio do Executivo, pressionando vereadores, ameaçando suplentes e selando uma aliança histórica com o PT.
Se a sua gestão tivesse o mesmo “pulso firme” para defender o interesse público e uma causa apoiada por especialistas, como a construção do presídio, a cidade estaria em um caminho muito diferente. A tragédia política de sua liderança reside justamente nessa incoerência: a força só é usada quando o objetivo é pessoal, enquanto a coragem para fazer o que é certo para o povo desaparece diante da primeira manifestação de pânico social.






