Política
Governo em chamas: Após Juliano Oliveira dizer não ao Presídio, Prefeito Adriano Backes perde apoio de sua base na Câmara e expõe fragilidade de sua gestão
A manifestação contrária do vereador e outros aliados sobre o presídio escancara a falta de articulação política e o despreparo da gestão Backes para lidar com as polêmicas
O governo de Adriano Backes (PP) parece estar em chamas, e a mais recente polêmica, a do novo presídio, se transformou em um verdadeiro incêndio político que o prefeito e sua equipe parecem incapazes de controlar. O que era para ser um projeto-chave da gestão está se tornando uma derrota humilhante, expondo a fragilidade e o despreparo do Executivo para governar.
O estopim da crise veio após o vereador Juliano Oliveira (PP), um nome da base governista, romper o silêncio e se manifestar publicamente contra o presídio em suas redes sociais. A atitude de Oliveira foi um verdadeiro soco no estômago do prefeito, servindo de gatilho para que outros vereadores rompessem o silêncio e também se posicionassem contra a ideia, aprofundando o racha na base governista.
A lista de opositores ao projeto cresce a cada dia e já inclui nomes dos vereadores: Verde (Rodrigo Pulga), Gordinho do Suco, Carlinhos Silva e Rafael Heinrich. A esse coro se soma a vereadora Tânia Maion, que já se manifestava contrária à proposta desde o início. A manifestação em “cadeia” escancara uma falha crucial e gritante na gestão: a incapacidade de manter sua base unida e de articular politicamente.
O projeto, que foi iniciativa do próprio Backes quando ainda era vereador, agora se tornou um “presente de grego” que ele não consegue defender nem mesmo dentro de sua própria casa legislativa.
O que se vê é uma gestão perdida, cujos principais nomes de confiança demonstram uma falta de habilidade política alarmante. A impressão que fica é que, sem a caneta de vereador, a equipe de Backes está completamente despreparada para lidar com as complexidades do poder Executivo, que exige diálogo, articulação e, acima de tudo, respeito pelo Legislativo.
O prefeito parece ter esquecido que não governa sozinho e que, sem a Câmara, seu governo está fadado a ter sérias dificuldades. A perda de apoio de sua base é um sinal claro de que o poder do Executivo, por si só, não é suficiente para uma equipe fraca e cheia de polêmicas.




