Política
Vereadora Tânia Maion vota a favor do racismo; assista o vídeo
Entenda o que aconteceu na última sessão da Câmara de Veredores de Marechal
Na última reunião da Câmara de Vereadores de Marechal Cândido Rondon, que aconteceu no dia 30 de junho de 2025, a cidade deu um passo muito importante para ser mais justa e para melhorar a educação. Um pedido, feito pelo vereador Fernando Nègre (Requerimento Nº 291/2025), para criar um Programa da Prefeitura que vai lutar sempre contra o racismo nas escolas, foi aprovado. Onze dos treze vereadores votaram a favor (obs: Presidente só vota em empate), mostrando que a maioria concorda com essa ideia tão séria e necessária.
“Esse projeto é uma ideia muito boa para Marechal Cândido Rondon. Ele nasceu de conversas com o grupo étnico-racial Nagô e com o movimento negro da cidade, através de pessoas como Uldilma e Moeran.” O vereador Fernando Negre transformou essa vontade em um pedido importante.

O objetivo principal é “promover o respeito à diversidade étnico-racial, combater o racismo e valorizar as contribuições históricas dos povos indígenas e afro-brasileiros” de um jeito que aconteça o tempo todo nas escolas.
O projeto também quer preparar os professores e criar uma equipe especial para garantir que tudo funcione, para que a cidade seja de verdade antirracista. O apoio da maioria dos vereadores mostra que eles entenderam a importância e a urgência desse assunto.
Porém, essa vitória quase completa teve um voto contra: o da vereadora Tânia Maion, do partido Republicanos. A explicação dela para o “não” gerou muita polêmica e fez muita gente questionar sua atitude. A vereadora disse que já existem leis federais sobre o racismo (como a Lei 10.639/2003 e o Estatuto da Igualdade Racial – Lei 12.288/2010), e que um programa municipal poderia ser “sobreposição normativa ou redundância” (ou seja, faria a mesma coisa de novo).
Além disso, ela afirmou ser “contra qualquer tipo de preconceito, contra discriminação de qualquer tipo”, dizendo que “independente da cor da pele, nós somos todos iguais, ninguém é superior ou inferior, porque nós somos todos filhos de Deus”.
Essa explicação, no entanto, para muitos, pareceu uma forma perigosa de simplificar o problema do racismo. Dizer que somos todos iguais, sem reconhecer que o racismo ainda existe e machuca as pessoas, acaba atrapalhando a necessidade de ações de verdade.
A resposta do vereador Fernando Negre à fala da vereadora Tânia Maion foi bem forte e direta, mostrando o descontentamento de muitos na Câmara e na cidade. O autor do projeto não teve medo de criticar o que viu como uma atitude que não faz sentido:
“Eu ficaria preocupado se a senhora votasse a favor, porque a fala da senhora aqui é sempre muito falaciosa, a senhora fala uma coisa e faz outra”. Fernando Negre foi ainda mais duro, acusando a vereadora de “mentir neste recinto” e de fazer “politicagem aqui dentro e lá fora”. Ele deixou claro que “quem não tem preconceito, vota a favor desse projeto”, dando a entender que a explicação dela era “feia de quem não leu e quem só usa este plenário para fazer politicagem”.
As palavras de Fernando Negre mostram a revolta com a postura da vereadora, que, para ele, está indo contra algo essencial para a dignidade das pessoas.
A aprovação desse pedido é uma grande conquista para Marechal Cândido Rondon, mostrando que a cidade está comprometida em promover a igualdade e combater o racismo nas escolas. Contudo, o voto solitário da vereadora Tânia Maion, com sua explicação que não convence e que parece não entender a fundo a questão do racismo, continua sendo um ponto de dúvida sobre o quanto alguns políticos estão realmente conectados com a luta por um mundo sem preconceitos. A população de Marechal Cândido Rondon, atenta, espera que a Prefeitura agora transforme esse pedido em lei para que o programa se torne uma realidade.
Confira na íntegra o requerimento 291/2025: requerimento_291_2025.pdf




