Policial e Trânsito
“Hoje eu te mato” mulher tem revolver 38 enfiada no olho após aniversário em Marechal
Mulher ainda foi agredida a tapas e socos, pelo amásio, que não aceita o divórcio
Marechal Cândido Rondon registrou mais um grave caso de violência doméstica na madrugada desta quarta-feira, 16 de julho de 2025. Por volta das 02h17, equipes policiais foram acionadas via WhatsApp após uma denúncia de que uma mulher estaria em cárcere privado, sendo agredida e ameaçada com arma de fogo em uma residência.
Ao chegar ao local, os policiais cercaram a casa e, através de uma janela de blindex, verificaram que não havia ninguém na cozinha e na sala. Ao baterem na janela da cozinha, a própria vítima atendeu e informou que a porta estava aberta, que o agressor estava dormindo no quarto e que havia uma arma dentro de uma caixa de papelão no guarda-roupa.
As equipes adentraram o quarto, encontraram o suspeito dormindo e imediatamente deram voz de abordagem. Durante a busca pessoal, nada de ilícito foi encontrado com ele. No entanto, em buscas na residência, dentro de uma caixa de papelão no guarda-roupa, foi localizado um revólver calibre .38, com três cartuchos deflagrados no tambor. Ao lado da arma, em uma bolsa, foram encontradas mais vinte munições deflagradas.
Diante dos fatos, o homem foi preso em flagrante pelos crimes de Posse Irregular de Arma de Fogo de uso permitido e Lesão Corporal contra Mulher, enquadrado na lei de Violência Doméstica e Familiar.
A vítima, identificada, relatou às equipes um cenário de terror. Ela contou que a agressão começou após seu retorno para casa, por volta das 00h00min, na madrugada do dia 16, que coincidia com seu aniversário (dia 15 de julho). Seu amásio começou a insultá-la, chamando-a de “vagabunda”, e em seguida desferiu vários tapas em seu rosto, além de socos na nuca e na orelha. A situação escalou quando ele pegou a arma de fogo encontrada pela polícia e a enfiou em seu olho, proferindo a ameaça: “hoje eu te mato”.
A mulher revelou aos policiais que os episódios de violência são recorrentes em seu relacionamento e que ela permanece com o agressor porque ele não aceita o divórcio e é financeiramente dependente dela. Diante do grave relato e das provas, as partes foram encaminhadas à 47ª Delegacia de Polícia Civil para a adoção dos procedimentos cabíveis.




