Policial e Trânsito
Guerra da Lenha: fogão aceso, mangueira ligada e mangueirada em gestante movimentam a paz em Pato Bragado
Clássico embate entre fumaça e nariz sensível termina com lesão, ameaça e boletim de ocorrência duplo no mesmo endereço
Domingo calmo? Só se for em outro CEP. Em Pato Bragado, o 1º de junho teve espetáculo completo: fogão a lenha, mangueira, ameaça, agressão e até uma gestante no meio da confusão. Tudo começou com o que parecia ser só mais uma novela da vizinhança daquelas que todo mundo finge que não assiste, mas adora comentar.
Logo às 11h da manhã, a Polícia Militar recebeu o primeiro “episódio” da trama: uma senhora revoltada porque a vizinha teria jogado água na chaminé do seu fogão a lenha. Motivo? A fumacinha da lenha estaria fazendo uma visita indesejada à casa da outra uma espécie de incenso rústico que, segundo ela, invade os cômodos sem pedir licença. O caso quase foi resolvido com uma boa conversa, mas como ninguém quis apagar o fogo com diálogo, o boletim foi registrado e cada uma voltou para o seu lado da cerca.
Mas, como toda boa treta tem continuação, o “episódio 2” foi ao ar antes mesmo do intervalo do Fantástico. Às 12h, os policiais voltaram ao mesmo endereço, sim, MESMO lugar, porque agora a dona da mangueira tinha partido para o modo ataque. Segundo a denúncia, ela não só reapareceu armada com sua fiel mangueira, como jogou água por cima do muro, lançou ameaças verbais e ainda acertou o antebraço de uma gestante com a mangueira em questão. A vítima ainda estava tentando entender se aquilo era uma agressão ou um batismo forçado.
A vizinha, já conhecida da primeira chamada do plantão, não negou. Disse que fez tudo mesmo, porque os outros teriam se aproximado da sua “área de domínio” (território delimitado por cerca e ódio mútuo). No fim, a PM fez o que pôde: colheu relatos, juntou todo mundo na viatura e levou para a 47ª Delegacia Regional de Polícia, onde o barraco virou processo. O neto da agressora ainda acompanhou a avó até a delegacia.




