Policial e Trânsito
A briga que ninguém viu (inclusive a polícia)
Em um espetáculo etílico de autodefesa, um grupo de “cidadãos alterados” resolveu suas diferenças com os próprios punhos antes que a lei chegasse para estragar a festa.
Na noite de sábado, 15 de junho de 2025, Marechal Cândido Rondon foi palco de um evento de “resolução de conflitos” em frente a um estabelecimento comercial. Por volta das 23h50, um grupo de indivíduos, visivelmente sob a influência do álcool ou talvez apenas inspirados por ele, decidiu que a melhor forma de discutir era com os punhos e empurrões. Uma autêntica “via de fato” digna de aplausos, ou talvez de um banho frio.
Testemunhas oculares (no caso, a equipe de patrulhamento da PM, que por sorte passava por ali) observaram a cena. Eram muitos, eram barulhentos e, acima de tudo, eram muito, mas muito embriagados. Diante de tamanha “energia”, a polícia, sabiamente, optou por chamar reforços. Afinal, uma briga de bêbados de alto nível merece uma plateia de viaturas.
O que se seguiu foi uma demonstração surpreendente de “organização” por parte dos baderneiros. Em um movimento estratégico de “tática de guerrilha etílica”, o grupo conseguiu se dispersar e desaparecer na calada da noite (ou da bebedeira) antes que os reforços chegassem. O segurança do local, provavelmente já acostumado com a “dinâmica” da clientela, apenas confirmou que os “artistas” haviam ido embora fazia pouco.
Assim, a lendária briga que ninguém viu (a não ser o início pela PM e o segurança) termina com um boletim de ocorrência e a certeza de que, em Marechal Rondon, os problemas às vezes se resolvem sozinhos ou, pelo menos, se dispersam quando a autoridade se aproxima. Um verdadeiro mistério da natureza humana, ou da paciência alcoólica.




