Policial e Trânsito
“Que baderna!”: Vizinhos “animam” o Boa Vista com som alto em Marechal Cândido Rondon
Morador aciona a PM, mas prefere não “estragar a festa” com uma representação formal.
Na aprazível noite de sábado, 12 de abril de 2025, por volta das 19h27, a rotina pacata da Rua Isidoro Lorini, no bairro Boa Vista, em Marechal Cândido Rondon, foi levemente abalada por uma “estrondosa” perturbação do sossego. Um morador, acionou a sempre solícita Polícia Militar.
O motivo de tanto alarme? Seus vizinhos estariam promovendo um verdadeiro “rave” particular, com som “ensurdecedor” e uma algazarra de fazer inveja aos foliões do carnaval. O denunciante, já experiente em tentativas de diálogo (todas infrutíferas, diga-se de passagem), clamou pela intervenção das autoridades, ressaltando, porém, seu nobre desejo de não formalizar uma representação. Afinal, quem nunca se incomodou com um pouquinho de “animação” alheia, não é mesmo?
A diligente equipe policial, munida de seus decibelímetros extra-sensoriais (ou talvez não), deslocou-se até o epicentro da “balbúrdia”. Lá, constataram que a “sinfonia” emanava de um modesto aparelho de som portátil. E o volume? Digamos que não era exatamente digno de Woodstock.
Em um diálogo civilizado com o “barulhento” vizinho, este, demonstrando uma surpreendente dose de compreensão (ou talvez só quisesse evitar maiores complicações), desligou o aparelho sem pestanejar.
Após as devidas orientações sobre os limites sonoros da boa vizinhança (e sobre a subjetividade do conceito de “barulho”), a paz (relativa) retornou ao Boa Vista. Ambos os envolvidos foram agraciados com as palavras da lei, e o caso foi devidamente registrado em um boletim, pronto para integrar os arquivos de “perturbações que quase foram”. Afinal, em Marechal Cândido Rondon, até o silêncio tem suas nuances.




