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EUA propõem trégua entre Rússia e Ucrânia com concessões territoriais e afastamento da Otan
Segundo imprensa internacional, Washington estaria pressionando Kiev a aceitar negociações de paz que envolvem abrir mão de parte do território ocupado
Uma possível reviravolta nas negociações entre Rússia e Ucrânia tem movimentado os bastidores da diplomacia internacional. De acordo com informações divulgadas pela agência Bloomberg nesta sexta-feira (19), os Estados Unidos estariam propondo uma trégua entre os dois países, com base em concessões que incluem o afastamento da Ucrânia da Otan e a aceitação da perda de territórios atualmente sob controle russo.
A reportagem aponta que autoridades americanas têm sugerido nos bastidores a ideia de um cessar-fogo com linhas de frente congeladas nos moldes da atual ocupação militar. A proposta teria sido feita em conversas privadas com líderes internacionais e representantes do governo ucraniano.
Kiev resiste à pressão
Apesar da pressão diplomática, a Ucrânia segue rejeitando qualquer acordo que envolva renúncia de territórios, como as regiões de Donetsk, Luhansk, Zaporíjia e Kherson, além da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. O governo de Volodymyr Zelensky reforça que só aceitará um acordo de paz que respeite a integridade territorial do país e a retirada total das tropas russas.
A proposta norte-americana vem em um momento em que a guerra, prestes a completar três anos, mostra sinais de estagnação militar e cansaço internacional, especialmente entre aliados da Ucrânia.
Interesse estratégico
Para os Estados Unidos, uma trégua negociada poderia reduzir os custos financeiros e militares do apoio à Ucrânia, especialmente em ano eleitoral. No entanto, qualquer avanço depende da aceitação pública do governo ucraniano o que até o momento não se concretizou.
A Casa Branca não comentou oficialmente o teor das negociações, mas fontes ligadas ao Departamento de Estado indicam que o foco da diplomacia americana tem sido encontrar alternativas viáveis para encerrar o conflito sem ampliar ainda mais a escalada militar com a Rússia.




