Policial e Trânsito
Bebê recém-nascido é abandonado, atacado por cães e sofre graves mutilações
Avós são presos e mãe adolescente é apreendida após criança ser deixada em terreno baldio com sinais de mutilação
Um caso chocante de abandono e violência contra um bebê recém-nascido mobilizou a cidade de Angelândia, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, e provocou forte comoção em todo o país. No último sábado (20), um bebê foi encontrado ainda com vida em um terreno baldio, com mutilações graves causadas por ataque de cães, após ter sido abandonado logo após o parto.
De acordo com a Polícia Civil, o parto ocorreu dentro de casa e contou com o apoio da mãe da adolescente, de 36 anos, e do padrasto. Após o nascimento, o trio a jovem mãe, de apenas 16 anos, a avó e o padrasto decidiu abandonar a criança em uma área deserta nos arredores da cidade.
Ataque e resgate
Moradores ouviram o choro da criança e, ao se aproximarem, encontraram o bebê ensanguentado e com partes do corpo mutiladas, incluindo a amputação parcial da orelha e de um dos pés. Segundo a Polícia Militar, a suspeita é de que cães tenham atacado o recém-nascido, que estava completamente indefeso no terreno.
Os próprios moradores conseguiram afastar os cães e acionar a polícia, que imediatamente encaminhou a criança para atendimento médico. O bebê foi levado ao hospital e permanece internado em estado estável, sob cuidados intensivos.
Prisões e investigações
Após a denúncia, a polícia foi até a casa da adolescente e encontrou toalhas ensanguentadas e sinais de limpeza recente, indicando que o parto realmente ocorreu no local. A adolescente negou inicialmente a gravidez, mas exames confirmaram o nascimento recente.
A mãe da jovem e o padrasto foram presos em flagrante por abandono de incapaz com agravante de resultado lesão grave. A adolescente foi apreendida e está sob a custódia do Ministério Público e do Conselho Tutelar, que acompanha o caso.
Repercussão e indignação
O caso gerou comoção nas redes sociais e abriu debates sobre responsabilidade familiar, negligência e abandono infantil. A prefeitura de Angelândia, por meio da Secretaria de Assistência Social, se manifestou oferecendo apoio à criança e prometendo acompanhar o caso de perto.
A Polícia Civil segue investigando o caso para apurar todos os envolvidos e garantir que o bebê tenha seus direitos preservados.




