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Combate à dengue: Londrina e Foz do Iguaçu vão soltar 4 milhões de Wolbitos na semana

A ação é desenvolvida pelo World Mosquito Program (WMP) em conjunto com as equipes de vigilância ambiental dos municípios.

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Foto: AEN.
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Começou nesta segunda-feira (26) a soltura dos primeiros Wolbitos (Aedes aegypti com Wolbachia), em Foz do Iguaçu e Londrina, nas regiões Oeste e Norte do Paraná. No total, serão cerca de 20 semanas de liberação dos mosquitos em diversas localidades dos dois municípios. Até ao fim do ano, de segunda a sexta-feira, equipes treinadas percorrem as áreas selecionadas, liberando os mosquitos, que chegam para reforçar o combate contra a dengue, Zika e chikungunya.

Estão previstos para esta semana a soltura de 1,3 milhão de mosquitos em Foz do Iguaçu e 3 milhões em Londrina. A ação é desenvolvida pelo World Mosquito Program (WMP) em conjunto com as equipes de vigilância ambiental dos municípios.

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Os Wolbitos fazem parte de uma estratégia nacional, o Método Wolbachia, utilizado para o enfrentamento das arboviroses. Ela envolve o Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), as prefeituras de Foz do Iguaçu e Londrina, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o WMP, o Ministério da Saúde e a Itaipu Binacional.

Há cerca de um mês as fábricas para o desenvolvimento do método foram inauguradas nessas localidades. Os Wolbitos não são geneticamente modificados e não transmitem outras doenças. Até o fim do ano está prevista a liberação de 26.156.800 Wolbitos em Foz do Iguaçu e 58.087.000, em Londrina.  

“É fundamental enfatizar que essa tecnologia está alinhada com outras estratégias de combate ao mosquito. O Governo e a população devem continuar fazendo a sua parte. É essencial eliminar locais com água parada e a limpeza dos quintais”, ressaltou a coordenadora da Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte.

MÉTODO – A wolbachia é um microrganismo intracelular presente naturalmente em 60% dos insetos, mas que não está presente no Aedes aegypti. Quando presente nestes mosquitos, ela impede que os vírus dessas doenças se desenvolvam, contribuindo para redução de casos. Uma vez que os mosquitos com wolbachia são liberados no meio, eles se reproduzem com aqueles que já estão presentes no ambiente, contribuindo, assim, para a permanência da Wolbachia nas gerações futuras.

Com informação AEN.

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