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Jogo do Tigrinho: perfis falsos invadem redes sociais para capturar dados pessoais de usuários

Relatos de pessoas que ganharam dezenas de seguidores com nomes estranhos e imagens de tigres aumentaram nos últimos dias.

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Foto: TV Cultura.
Rui Barbosa

Usuários de redes sociais estão sendo bombardeados com pedidos de amizades de perfis do “jogo do tigrinho”. Por trás da aparência de um jogo de azar, essa é uma maneira de criminosos aplicarem golpes e roubarem dados.

Os perfis possuem nomes estranhos e imagens de tigres. O objetivo é atrair jogadores para versões derivadas de um aplicativo criado por uma empresa de tecnologia de Malta, o “Fortune Tiger”. No Brasil, ele foi proibido no ano passado por ser um jogo de azar.

Ótica da Visão

“Estamos em um processo de regulamentação e estruturação da indústria de jogos eletrônicos e online, em que o jogo do Tigrinho é um dos objetos dessa regulamentação. No entanto, na situação atual, quem oferece esse jogo do e não esteja de acordo com o que o Ministério da Fazenda e a Lei propõe em relação a essa atividade, estão promovendo uma atividade ilícita”, explica o advogado Felipe Senna.

As versões do aplicativo europeu pedem informações pessoais, como e-mail, CPF e dados bancários, que podem ser usados para outros fins.

“Se você compartilhou seu e-mail, CPF e dados de bancários para fazer aposta, futuramente, o criminoso consegue ter alguma informação para tentar um golpe seguinte. Ele pode direcionar um ataque via WhatsApp, SMS e e-mail. A partir do momento que você pega uma pessoa mais desligada, ela clica em algum link que chega por um desses desses meios”, detalha Fernando de Falchi, especialista em cibersegurança.

Além dos riscos de roubo de dados, os jogos online podem levar a uma grande perda de dinheiro. Isso porque eles funcionam em uma dinâmica que alimenta a esperança do jogador em vencer na próxima rodada. Muitos influenciadores reforçam a ideia.

Nesta semana, a Polícia Civil de Alagoas realizou uma operação com objetivo de combater a prática ilícita do jogo do tigrinho. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em casas de influenciadores acusados do crime de estelionato por incentivar seguidores a baixar o jogo.

Em nota, a Meta, empresa responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, informou que trabalha para limitar a disseminação de spam. Além disso, ressaltou que conteúdos que possam enganar os usuários são proibidos em suas plataformas. A recomendação é que as pessoas denunciem os perfis.

Com informação TV Cultura.

Sicredi
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