Geral
Introvertidos ou apenas… seletivos?
A introversão não é um problema
“Vá socializar”, “saia do quarto um pouco, pegue um ar fresco”, “você é estranho (a)”, “nossa, como você é tímido (a)”, “você é bem quieto (a), né?”. Frases muito comuns aos introvertidos, aqueles que adoram a solidão e veem a si mesmos como uma ótima companhia, sempre estão com um livro por perto, gostam de estudar os assuntos de seu interesse, apreciam boa música e valorizam fortemente o intelecto, são sensíveis, leais, criativos, gentis e dedicados ao seu círculo íntimo, preferem se rodear de pessoas com quem possam trocar ideias que mantenham sua mente em expansão e que sejam abertos a qualquer tipo de assunto, exceto quando se trata da vida alheia, fofocas e reclamações não os agradam. Porém, filosofia, psicologia, dificuldades e assuntos que podem ser considerados tabus ou “chatos” são os preferidos deles. (Os extrovertidos ficariam chocados ao se depararem com a animação dos introvertidos quando conversam entre si sobre assuntos que despertam seu interesse.)
Ao contrário do que a maioria pensa, introversão não significa ser antissocial ou não gostar das pessoas, significa apenas que os introvertidos preferem ter poucos relacionamentos de qualidade do que interagir com muitas pessoas. Colocam a qualidade acima da quantidade na lista de prioridades.
Os introvertidos também podem ser conhecidos como nerds, leitores, ou como “pessoas altamente sensíveis”, o nome do livro de Elaine N. Aron, onde ela aborda os conceitos do que são as pessoas altamente sensíveis, como lidar com as diversas situações cotidianas, como família, trabalho e relacionamentos sendo uma pessoa com esta característica.
Em seu livro, Elaine diz que existem as “PAS” extrovertidas e introvertidas, mas em sua maioria são introvertidas e se identificam mais como tal. Segundo Elaine, “São também mais flexíveis em certo sentido, pois às vezes precisam fazer o que os extrovertidos fazem o tempo todo: conhecer pessoas novas e ir a festas.” E a seguir ela comenta sobre a importância dessa versatilidade mais tarde na vida, quando se começa a desenvolver o que faltava até então na meia-idade, “[…] nessa época mais tardia, a autorreflexão ganha importância para todos. Em resumo, os introvertidos podem amadurecer de modo mais gracioso.”
A introversão significa apenas se voltar para dentro, valorizar a vida interior sobre a vida exterior, a subjetividade, o silêncio, a paz interior e relacionamentos íntimos, introvertidos se sentem bem assim. Eles podem ser ótimos conselheiros, ouvintes excepcionais e se conectam com as pessoas de forma profunda e genuína.
A introversão não é um problema. Ela é o que falta em muitas pessoas, aprender a se voltar para dentro e refletir de vez em quando. É uma ferramenta poderosa de autoconhecimento e amadurecimento. Pessoas precisam de pessoas, mas pessoas também precisam de si mesmas.




