Geral
A arte como meio para refletir sobre o Eu
Como e porque agimos de determinada forma diante de situações específicas?
As plataformas de streaming, têm nos brindado com um cardápio muito mais variado de produções cinematográficas e séries, que trazem uma perspectiva cultural e social muito diferente das produções Hollywoodianas, que sempre dominaram e ainda dominam o mercado.
No final do ano passado tive a grata surpresa de me ser indicada uma dessas produções, a série turca da Netflix, Uma Nova Mulher, lançada naquele ano. A história acompanha o drama de três amigas que buscam enfrentar questões de seu presente, mas que para tal precisam antes entender o seu passado. Assim, por meio do tema dos traumas herdados, que se mostra central no desenrolar da trama, a série nos presenteia com uma jornada de autoconhecimento e autoquestionamento. Afinal, como e porque agimos de determinada forma diante de situações específicas?
E se não bastasse essa surpresa vinda da Turquia, nesse fim de semana, ao buscar por algum entretenimento casual nessa mesma plataforma, me deparei novamente com uma série desse país. A Lenda de Shahmaran (2023), como o nome sugere, setrata de uma série de fantasia, um drama carregado de suspense. Apesar da parte mística da série, a personagem central, ao que tudo indica uma professora e pesquisadora de psicologia, também nos apresenta uma série de questionamentos a respeito do Eu.
Em uma cena muito interessante a personagem faz a seguinte afirmação “Negar a si mesmo nos deixa doentes” e a partir dela o debate que se segue é sobre como sermos nos mesmos e ao mesmo tempo não sermos sozinhos. Afinal, autoconhecimento exige um tanto de solidão, mas se estivermos completamente sozinhos, como conheceremos a nossa parte que interage com o outro?
Assim, ao meu ver, ambas as séries buscam refletir, sobre perspectivas diferentes, sobre uma das grandes questões do indivíduo: quem sou Eu?
Talvez, para aqueles que, assim como eu, gostam de confrontar a si mesmo, tanto nas formas de agir individualmente como também socialmente, vale a pena conferir. Ademais, espero me deparar cada vez mais com produções que nos levem a pensar para além da ficção.




