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Rotary’s ascendem o alerta sobre a volta da poliomielite nas Américas

Desde o começo do ano a Fiocruz vem alertando para o risco da doença retornar ao país, principalmente pela baixa cobertura vacinal observada desde 2015

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|Foto: Divulgação|
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Em 1979 o Rotary Club implementou o primeiro projeto de vacinação infantil nas Filipinas, reduzindo os casos de pólio em 99,9%, tornando-se parceiro fundador da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio. Nos mais de 35 anos do programa, os associados do Rotary doaram mais de 2 bilhões de dólares e incontáveis horas de trabalho, vacinando mais de 3 bilhões de crianças contra a paralisia infantil em 122 países.

Com os esforços da família rotaria e o apoio governamental de diversos países ao longe dessas mais de 3 décadas, a poliomielite se tornou uma doença endêmica, chegando a ficar restrita a apenas dois países: Afeganistão e Paquistão.

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No entanto, nos últimos anos vimos esse cenário mudar e na última semana tivemos a confirmação do primeiro caso de poliomielite na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, após 30 anos. Tanto o Brasil, como os países da Região das Américas, foram certificados, pela Organização Mundial da Saúde, como livre da poliomielite no ano de 1994.

Desde o começo do ano a Fiocruz vem alertando para o risco da doença retornar ao país, principalmente pela baixa cobertura vacinal observada desde 2015. Desde então o país não alcança a meta de 95% do público-alvo vacinado, patamar necessário para que a população seja considerada protegida contra a doença. Segundo o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), em 2021, a cobertura vacinal com as três doses iniciais da vacina estava muito abaixo do necessário, sendo de apenas 67%.

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, possui sintomas leves no início, parecidos com uma virose, mas que pode evoluir para a forma grave. Nesse estágio, a doença acomete a medula, causando paralisia flácida, causando dores e enfraquecimento muscular. Esses sintomas, no entanto, podem subir para os braços, pegar nervos do tronco e no rosto, causando dificuldade de falar e de engolir. Esse comprometimento muscular ainda pode provocar insuficiência respiratória, um quadro grave que muitas vezes termina em morte.

Diante do agravamento do risco de retorno da poliomielite, o Rotary, como parceiro fundador da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio, reascende o alerta em torno da importância da vacinação das nossas crianças. Há dois tipos: a Vacina Inativada da Poliomielite (VIP), injetável, e a Vacina Oral da Poliomielite (VOP), a famosa gotinha. Caso você ou seu filho não ter o esquema vacinal completo, é só procurar o posto de saúde mais próximo e colocar a imunização em dia, já que a pólio não escolhe idade(!)

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