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‘Pablo Escobar brasileiro’: veja o momento em que Major Carvalho é preso na Hungria
Sérgio Roberto de Carvalho é de Ibiporã, no norte do Paraná, e ex-major da Polícia Militar (PM) do Mato Grosso do Sul. Polícia afirma que ele comanda organização internacional de tráfico de drogas.
Imagens gravadas por agentes da Interpol mostram o momento em que o paranaense Sérgio Roberto de Carvalho, conhecido como “Pablo Escobar brasileiro” foi preso nesta terça-feira (21) na Hungria.
Natural de Ibiporã, no norte do Paraná, Carvalho é ex-major da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul e acusado de comandar uma organização internacional de tráfico de drogas. Procurado há dois anos por autoridades internacionais, ele foi abordado pelos agentes em um bar da capital Budapeste.
A Polícia Federal em Curitiba afirma que pedirá a extradição do ex-major para o Brasil e que negocia detalhes burocráticos. Outros países da Europa, onde o traficante é investigado, também têm interesse nessa extradição, mas as autoridades brasileiras querem que ele responda pelos crimes aqui.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema comandado pelo ex-policial envia drogas à Europa, Ásia e África por meio de portos brasileiros. Um dos principais pontos de saída da droga, mostram as investigações, seria o porto de Paranaguá, no Paraná.
Do início de 2018 ao fim de maio deste ano, mais de 31 toneladas de cocaína foram apreendidas no porto de Paranaguá, informa a Receita Federal. As investigações da PF indicam que a maior parte das remessas pertencia à organização comandada pelo ex-major.
A Polícia Judiciária portuguesa e autoridades brasileiras auxiliaram na prisão. A polícia portuguesa liga o nome do ex-major à apreensão de quase 580 quilos de cocaína em um avião privado em fevereiro.

Com identidade falsa, fingiu morte para despistar autoridades
Na Europa, o ex-major se escondia com uma identidade falsa: ele fingia que era um empresário do Suriname chamado Paul Wouter.
Vivia em uma mansão avaliada em 2 milhões de euros na cidade de Marbella, no sul da Espanha.
Em agosto de 2020, a polícia da Espanha o prendeu por suspeitar que ele tinha levado cocaína para a Europa em um barco, mas sem saber que o homem, na verdade, era o brasileiro Major Carvalho. Foi detido como se fosse Paul Wouter.
O brasileiro pagou fiança e foi solto. Para não ter que comparecer a um tribunal de Justiça, enviou um atestado de óbito de Paul Wouter e inventou que o personagem que ele havia criado tinha morrido de Covid-19.
Depois disso, as autoridades brasileiras alertaram que o homem, na verdade, não era do Suriname e nem tinha esse nome.
Vídeo mostra prisão de Major Carvalho, suspeito de comandar organização criminosa https://t.co/LDnQkBKakb
— Portal Rondon (@portalrondon) June 23, 2022




