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Moïse foi morto após cobrar R$ 200 de diárias de trabalho não pagas, diz comissão da Alerj

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, Dani Monteiro cobra justiça. ‘A vida negra vale R$ 200?’, questionou a ativista Mônica Cunha

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| Foto: Reprodução/ TV Globo|
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O congolês Moïse Kabamgabe foi espancado até a morte depois de cobrar R$ 200 por duas diárias de trabalho não pagas. A informação é da deputada estadual Dani Monteiro (Psol), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

“O Moïse foi cobrar duas diárias de trabalho no quiosque, e isso equivale a R$ 200”, relatou a parlamentar, na manhã desta terça-feira (1º).

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“A vida negra vale R$ 200?”, questionou, na sequência, a ativista Mônica Cunha.

Agentes da Delegacia de Homicídios (DH) do Rio devem ouvir, nesta tarde, o dono do quiosque. No fim da manhã, advogados que representam o estabelecimento chegaram à DH, na Barra. Eles não quiseram falar com a imprensa.

Ativistas do movimento negro realizaram um protesto na porta da delegacia.

“Poderia ser eu, poderia ser ele, poderia ser qualquer um dos que estão aqui“, disse Cláudia Vitalini, presidente estadual da União de Negros e Negras pela Igualdade.

Em depoimento, testemunhas afirmaram que Moïse pediu para não ser morto enquanto era espancado. Uma das linhas de investigação averiguadas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que apura o caso, é que os homens que o espancaram eram seguranças do quiosque.

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