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Esporte

Evento homenageia Proesporte e Copel pelo apoio a atletas e entidades paradesportivas

Em três editais, o Programa Estadual de Fomento e Incentivo apoiou 27 projetos do paradesporto, somando R$ 4 milhões, incentivo quase que totalmente oriundo da Copel. Muitos atletas estiveram em competições internacionais, como os Jogos de Tóquio, e campeonatos mundiais de diversas categorias

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|Foto: Thaiany Osório/Paraná Esport|
Posto Tonin – Shell Box

Em três editais, o Programa Estadual de Fomento e Incentivo – Proesporte, do Governo do Estado, contemplou 166 projetos, somando quase R$ 20 milhões em renúncia fiscal. Para o paradesporto foram 27 projetos, em um montante de R$ 4 milhões em recursos. Tais projetos tiveram incentivo quase que integral da Copel. Essa presença do paradesporto motivou uma homenagem da Superintendência Geral do Esporte ao Proesporte, aos atletas e entidades e à Copel, como reconhecimento à empresa, por acreditar e incentivar os projetos paradesportivos contemplados no programa.

“A Copel é hoje a maior incentivadora do esporte no Paraná e é importante para os atletas e dirigentes esportivos demonstrarem gratidão, tanto ao Governo pela manutenção do Proesporte, quanto ao incentivo dado pela Companhia”, disse o coordenador do Proesporte, Dilson Martins, em solenidade com a presença do superintendente de Comunicação e Marketing da Copel, Luiz Gustavo Martins.

Gramado Presentes

O evento contou com a presença dos atletas Ronan Nunes Cordeiro e das irmãs Débora e Beatriz Carneiro, que foram contemplados pelo último edital do Proesporte. Ronan, por exemplo, obteve a 5ª colocação no Paratriathlon em Tóquio 2020. Já as irmãs nadadoras da classe S14 foram medalhistas paralímpicas em Tóquio. Débora conquistou o bronze ao lado da equipe dos 4x100m livre/misto e terminou em 4º lugar nos 100m peito, dois centésimos atrás da irmã gêmea, que levou o bronze.

Também estiveram presentes representantes de entidades paradesportivas contempladas pelo Programa, como a Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP), que possui projetos de esgrima em cadeira de rodas e bocha paralímpica. Ambas as modalidades já conquistaram medalhas para o Paraná. Nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, Eliseu e Marcelo dos Santos foram prata nos pares; em Tóquio, Jovane Silva Guissone conquistou a medalha de prata na prova da espada.  

INCLUSÃO –O superintendente-geral do Esporte, Helio Wirbiski, destacou o caráter de inclusão e igualdade social das iniciativas do Governo do Estado voltadas ao esporte. “O Proesporte e também o Geração Olímpica e Paralímpica são projetos copiados pelo Brasil inteiro. Esses incentivos trazem resultados não só de medalhas, mas também de inclusão”, disse.

Representando a ADFP, o atleta de esgrima em cadeira de rodas Sandro Colaço reforçou o papel do esporte enquanto ferramenta de reabilitação. “Quando se pratica o esporte, e se torna um atleta, a gente esquece a deficiência. Temos esse conceito de igualdade, até porque o nosso oponente tem a mesma limitação que nós”, disse. Quanto à destinação dos incentivos, Colaço afirmou que o valor é gasto com a manutenção dos equipamentos, já que a maior parte é importada e de valor alto.

Outro atleta que usa os recursos de maneira semelhante é Ronan Nunes Cordeiro, que teve seu projeto aprovado no 2° e 3° editais. Da primeira vez, usou o dinheiro para a aquisição de equipamento. Agora a ideia é se estruturar e utilizar o incentivo para custear as competições. 

“No meu esporte a gente tem uma degradação muito grande do equipamento. Então, neste primeiro momento, eu quero focar principalmente nos meus materiais de treino”, contou o atleta. Na sequência, seu plano é destinar o restante do incentivo ao custeio de competições internacionais.

Cordeiro pretende participar de pelo menos 10 competições em 2022, conquistando assim boa colocação no ranking da sua modalidade. “Dessa forma, fico mais sossegado para conseguir, o quanto antes, minha vaga para Paris”, explicou.

SOBRE O PROGRAMA –O Proesporte foi instituído pela Lei nº 17.742, de 30 de outubro de 2013. A regulamentação aconteceu em 20 de dezembro de 2017, pelo decreto nº 8.560. A Lei permite que o contribuinte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) destine parte do valor do tributo a recolher para projetos esportivos credenciados pela Superintendência Geral do Esporte.

No primeiro edital, o projeto paradesportivo aprovado foi o da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná, com “Esgrima em Cadeira de Rodas – Ciclo Tóquio 2020”, no valor de R$ 200 mil. Em 2019, o valor de incentivo deu um salto, chegando na casa dos R$ 8,5 milhões. Dos 71 projetos aprovados, 13 eram destinados a projetos paradesportivos, representando R$ 1,83 milhão. Já no terceiro e último edital, foram incentivados R$ 9 milhões. Dos 80 projetos contemplados, 13 atendem pessoas com deficiência, totalizando R$ 1,89 milhão.

Participam projetos de pessoa física, pessoa jurídica de direito privado, organizações não governamentais do terceiro setor, pessoa jurídica de direito público da administração direta e indireta (prefeituras municipais, autarquias ou fundações municipais de esportes), das mais diversas regiões do Estado e nos mais variados esportes.

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