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IDR-PR atua para difundir sistema sustentável de produção de hortaliças no Oeste

A receita bruta obtida com a atividade gira em torno de R$ 200 mil por ano

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Difundir tecnologias sustentáveis para a produção agrícola é um dos propósitos do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater). O Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) é uma das práticas que estão sendo levadas aos agricultores.

Na região de Cascavel, um expedição de campo mostrou aos olericultores do Oeste as vantagens e soluções para problemas surgidos durante a implementação do sistema. Na propriedade de Deison Gross, técnicos e produtores de diversos municípios puderam observar uma área de aproximadamente três hectares com um bom resultado a partir da implantação do SPDH. A área tem cultivos diversos, com predominância do repolho, e possui uma boa cobertura de solo, com o uso de aveia.

Charles Pinturas

Os engenheiros agrônomos Erivan de Oliveira Marreiros e Luiz Carlos Retcheski Junior destacaram os pontos mais importantes para o sucesso do sistema. Segundo eles, o manejo do solo, o uso de plantas de cobertura, equipamentos adequados, o manejo da cobertura e a qualidade das mudas a serem cultivadas são fundamentais no SPDH e no sistema agrícola do Paraná.

O produtor foi assessorado pelos servidores do IDR-Paraná em todas as etapas da implantação do cultivo. De acordo com Deison, até o momento houve economia na mão de obra, principalmente com capinas. O agricultor fazia até três operações para livrar os cultivos das plantas invasoras. Agora, uma capina resolve.

Difundir tecnologias sustentáveis para a produção agrícola é um dos propósitos do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater). O Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) é uma dessas práticas que vêm sendo levadas aos agricultores. Na região de Cascavel um dia de campo mostrou aos olericultores as vantagens e soluções para problemas surgidos durante implementação do sistema. – Curitiba, 14/10/2021 – Foto: IDR-PR

Ele também diminuiu o controle de pragas e verificou que a qualidade das olerícolas melhorou. “A receita bruta obtida com a atividade gira em torno de R$ 200 mil por ano”, disse.

Segundo o IDR-Paraná, o SPDH contribui para o aumento gradativo do teor de matéria orgânica no solo, o que reflete em maior produtividade e mais qualidade do produto final, bem como menos gastos com fertilizantes ao longo do tempo. O número de produtores que adotaram a tecnologia vem aumentando gradativamente.

“Não tenho dúvida de que a tecnologia será implementada pela maioria dos olericultores da região Oeste em médio e longo prazo”, disse o agrônomo Erivan.

Ele lembra que o SPDH segue três princípios básicos: o revolvimento localizado do solo, restrito às covas ou pequenos sulcos; a diversificação de espécies pela rotação de culturas, também chamadas de plantas de cobertura para produção de palhada; e a cobertura permanente do solo.

Bui Barbosa Rodapé
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