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Policial e Trânsito

Governador admite excesso de policial militar que agrediu mulher imobilizada no Paraná

Segundo Ratinho Junior, atitude foi ‘ponto isolado’; PM disse ter aberto procedimento interno para apurar conduta. Imagens registraram momento em que jovem de 28 anos recebeu golpe no rosto, em Curitiba

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|Foto: Reprodução/RPC|
Camargo Café

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), admitiu que houve excesso do policial militar que agrediu uma mulher imobilizada no chão durante uma abordagem em Curitiba, mas afirmou que a situação foi um “ponto isolado”. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (25), três dias após o caso acontecer durante uma operação de fiscalização.

“É claro que o Governo do Paraná, a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) e o próprio Comando da Polícia Militar não admitem esse tipo de abordagem. Nós temos 25 mil homens e mulheres trabalhando na PM, todos bem treinados, e infelizmente um ou outro policial acaba tendo um excesso que não está dentro daquilo que é treinado que é do dia a dia”, pontuou.

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O governador também lamentou as imagens e disse que a ação é um “exemplo para dentro da corporação para que outros atos desse não aconteçam no Paraná”.

No vídeo registrado durante a ação do policial, é possível ver o momento em que o agente derruba a jovem, imobiliza-a no chão e acerta um golpe com a boina do uniforme na cabeça dela. 

No sábado (23), a Polícia Militar informou ter aberto um inquérito na Corregedoria para apurar a conduta do militar.

No mesmo dia, horas antes, o capitão responsável pela operação afirmou que não houve agressão e que o policial reagiu de “forma instintiva” na proporção da resistência e do comportamento da mulher, a quem ele definiu como “desequilibrada” e “transtornada” durante a abordagem.

O governador ressaltou que a PM abriu um processo para apurar se fica “comprovado o excesso”. Questionado se o militar será punido e se as imagens não são suficientes, Ratinho disse que a Corregedoria da polícia precisa analisar o que houve também antes do vídeo.

“Se for comprovado que houve um excesso ali, por isso é importante entender o que aconteceu antes, durante e depois, automaticamente a Polícia Militar tem como regra tomar medida punitivas”, afirmou.

“Achei que ia me matar”

À RPC, Stephany Rodrigues, de 28 anos, falou que pensou que fosse morrer no local. Ela teve ferimentos no braço, pescoço, nariz e boca. A jovem de 28 anos é dona de uma hamburgueria que foi fechada pelos policiais.

“Eu achei que ele ia me matar, que eu ia morrer. Porque o que eu conseguia ver, não tinha ninguém por perto, eu só via coturno”, relembrou a comerciante.

Segundo a comerciante, ela foi até os policiais após os agentes tirarem a força um funcionário de dentro da própria casa, próxima ao estabelecimento. A PM afirmou que ele desacatou os policiais enquanto fumava narguilé.

A hamburgueria foi fechada por estar com a ocupação acima da capacidade permitida por decreto municipal. O local foi multado em R$ 30 mil pelo descumprimento da medida e por não oferecer álcool em gel.

Quando estava imobilizada, a mulher gritou por socorro e disse que estavam quebrando a mão dela. Ela foi atendida em uma unidade de saúde. Depois, assinou um Termo Circunstanciado por desacato e foi liberada.

“Foi uma abordagem muito agressiva, muito agressiva. desnecessária, completamente desnecessária. Eu já estava no chão, eles me machucaram muito, muito”, disse.

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