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Chuva acima da média em outubro impacta nas operações portuárias no Paraná

A umidade, que é positiva para os recursos hídricos e para a agricultura, nos portos gera saldo negativo na movimentação, principalmente dos granéis sólidos

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|Foto: Cláudio Neves/Arquvo Portos do Paraná|
Panorama Espetaria

Nos primeiros 15 dias de outubro, segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), a chuva já superou a média comum para o mês, em todas as regiões do Estado. A previsão para esta segunda quinzena – que inclui o Litoral – é de que chova ainda mais. A umidade, que é positiva para os recursos hídricos e para a agricultura, nos portos gera saldo negativo na movimentação, principalmente dos granéis sólidos.

Como explica o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, a natureza desse tipo de carga – fertilizantes, açúcar, milho, sacaria, soja em grão e farelo – fica suscetível à umidade. “Se molhados, os produtos estragam. Por isso, quando há sinal de chuva as operações param. O comandante do navio manda fechar os porões até que tenha segurança para abri-los novamente, sem prejuízo à carga”, diz.

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Segundo os dados da Diretoria de Operações da empresa pública, até o último dia 20 de outubro as paralisações por chuva no embarque dos granéis sólidos de exportação – soja, farelo e milho –, pelo Corredor Leste, já equivalem a um período de onze dias.

“Para se ter uma ideia, no ano passado, nos 31 dias de outubro não chegou a parar nem dez dias por cauda da chuva”, afirma o diretor-presidente. Se comparados os mesmos primeiros 20 dias do mês de outubro de 2020 e 2021, o aumento do tempo de parada nos embarques dos produtos, por conta da chuva, é de cerca de 77%. Em 2020, o tempo de paralisação de 01 a 20 de outubro foi de 6,2 dias.

IMPORTAÇÃO – No sentido contrário do comércio internacional, ou seja, na importação, os impactos de tanta água acumulada também se refletem. Entre todos os adubos que são descarregados pelos Portos do Paraná, por exemplo, apenas a ureia opera com garoa. Os demais não podem ser operados sob umidade.

“As operações que seguem normalmente, mesmo com chuva, são os embarques e desembarques de contêineres, veículos, carga geral – com exceção de papéis e sacaria – e dos granéis líquidos que ocorre pelas tubulações e os tanques permanecem fechados”, explica Garcia.

As paralisações costumam gerar custos para os usuários, salvo quando provocadas por chuva. Os navios, ao carregarem e descarregarem as cargas, mantêm boletins diários. Nesses, é anotado o tempo que a embarcação permanece parada pelas condições meteorológicas. No fechamento da operação, esses períodos são descontados em algumas taxas e multas.

Segundo Luiz Fernando Garcia, como não existe ainda nenhuma tecnologia ou alternativa para seguir com essas operações portuárias sob condições de chuva, o que os operadores portuários do Paraná fazem é aproveitar as condições meteorológicas favoráveis para serem ainda mais produtivos e eficientes. “Nos dias em que não chove, aproveitamos os tempos operacionais para mantermos os resultados”, acrescenta.

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