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Agronegócio

Maioria dos subsídios agrícolas é mal-empregada, o que distorce preços, diz ONU

Relatório destaca que 87% desses subsídios acabam gerando distorções de preços e danos ao meio-ambiente

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|Foto: João Pedro Malardo CNN Brasil Business|
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Um levantamento realizado por agências da Organização das Nações Unidas (ONU) indicou que 87% do valor de subsídios agrícolas, cerca de US$ 470 bilhões, são empregados de forma errada, gerando uma distorção nos preços de produtos e prejudicando o meio-ambiente.

Atualmente, os produtos do setor agrícola recebem US$ 540 bilhões por ano em subsídios, quantia equivalente a 15% do valor total de produção da área. Entretanto, segundo as agências, esses recursos precisam ser melhor empregados para que os objetivos da Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável sejam atingidos.

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Os US$ 470 bilhões citados no relatório são voltados para tarifas de importação, subsídios de exportação e também fiscais, ligados à produção de commodities e outras mercadorias. Com isso, segundo a ONU, há uma distorção no preço dos alimentos, afetando a saúde da população e o meio ambiente, além de favorecer os grandes produtores agrícolas.

Já US$ 110 bilhões são utilizados em ações de apoio à infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento, com um impacto, em geral, mais positivo.

As agências afirmam que uma reconfiguração do sistema de subsídios ajudaria a erradicar a fome, garantindo segurança alimentar e uma melhor nutrição, com produção e consumo sustentáveis.

Em 2020, 811 milhões de pessoais enfrentavam a fome crônica, e 2,37 bilhões não tinham acesso à comida adequada durante todo o ano, segundo dados do relatório.

Para a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), uma das agências que assina o estudo, uma redistribuição de dinheiro em uma direção sustentável melhoria as condições de nutrição e produção, e também geraria um meio-ambiente e vida melhores.

A ONU também destacou que o setor agrícola é um dos que mais contribuem para as mudanças climáticas, por meio da emissão de gases de efeito estufa por estrume nos pastos, uso de fertilizantes sintéticos, cultivo de arroz e mudanças na forma como a terra é utilizada.

Apesar da alta contribuição, o setor também é um dos mais afetados pelas mudanças climáticas, em especial pelo calor extremo, aumento de secas, enchentes e ataques de pragas, como gafanhotos.

Para as agências envolvidas no estudo, a crise planetária tende a piorar se os subsídios agrícolas continuarem a ser empregados da maneira atual.

O ideal, segundo elas, seria que os países ricos redirecionassem os subsídios às indústrias de carnes e de laticínios, que geram 14,5% das emissões de gases de efeito estuda, enquanto os países mais pobres revisassem os apoios atuais para compra de pesticidas tóxicos e fertilizantes.

O relatório, que recebeu o nome de “Uma oportunidade Muti-Bilionária: Reaproveitando o Apoio Agrícola para Transformar os Sistemas Alimentares”, foi produzido pela FAO, pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento (Pnud) e pelo Programa da ONU para o Meio-Ambiente (Pnuma), e deve ser lançado oficialmente no dia 23 de setembro, na Conferência dos Sistemas Alimentares.

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