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Declaração de óbito da mãe de Luciano Hang foi fraudada para omitir Covid-19, diz dossiê

A mãe do empresário supostamente foi tratada com o “kit Covid”, incluindo medicamentos como hidroxicloroquina e azitromicina, e recebeu aplicações de ozonioterapia

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Luciano Hang com a mãe, Regina, que morreu em fevereiro (Foto: Divulgação)
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O nome da mãe do empresário Luciano Hang, Regina Modesti Hang, que morreu em 4 de fevereiro, está entre as declarações de óbito que teriam sido “fraudadas” pela rede Prevent Senior, segundo o dossiê entregue por um grupo de médicos à CPI da Covid. As informações são do Estadão, que obteve o relatório. A CPI da Covid ouviu ontem o diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, que negou irregularidades. 

A TV Globo teve acesso aos prontuários e confirmou que o nome de Regina Hang não consta entre os óbitos por Covid-19 registrados pela Prevent Senior. Internada em janeiro no Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, a mãe do empresário foi tratada com o “kit Covid”, incluindo medicamentos como hidroxicloroquina e azitromicina, e recebeu aplicações de ozonioterapia – um tratamento experimental que o hospital não tem autorização para fazer.

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A certidão de óbito de Regina não informa que ela morreu em consequência da Covid-19, embora essa informação seja obrigatória. O documento relata disfunção múltipla de órgãos, choque distributivo refratário, insuficiência renal crônica agudizada, pneumonia bacteriana, síndrome metabólica e acidente vascular cerebral isquêmico prévio. O comunicado enviado à imprensa na data da morte de Regina também não citou Covid-19.

Tratamento precoce

Além de levantar dúvidas quanto à certidão de óbito de Regina Hang, o dossiê que chegou à CPI da Covid também afirma que Luciano Hang teria omitido a informação de que sua mãe já usava “tratamento precoce”, com medicamentos ineficazes, antes de ser internada pela rede Prevent Sênior.

“A alegação do Sr. Luciano Hang é que sua mãe teria supostamente falecido por não ter tido a oportunidade de utilizar os medicamentos do Kit – o que não condiz com as informações do prontuário. O prontuário médico da Sra. Regina Hang prova que não só utilizou o kit como repetiu o tratamento durante a internação”, afirma o documento.

Hang, que é defensor do tratamento precoce, afirmou à época que sua mãe não tomou os medicamentos porque tinha doenças preexistentes. No começo da noite desta quarta, ele se manifestou por meio de nota à coluna. O empresário catarinense defendeu a Prevent Senior e disse que causa da morte da mãe “nunca foi segredo”.

Em entrevista ao jornal O Município, de Brusque, Luciano Hang disse que todo o tratamento oferecido pela rede Prevent Senior passava pela aprovação do próprio paciente ou de um responsável, e que ele mesmo aprovou o tratamento da mãe. Também reafirmou que Regina Hang não foi submetida a tratamento precoce porque, segundo ele, tinha doenças crônicas.

O empresário disse ainda estar tranquilo por ter feito o melhor possível pela mãe, e criticou membros da CPI da Covid. “Muitas das pessoas que estão lá na CPI são candidatas em 2022, e não veem a dor de uma família, de um filho, que perdeu o pai ou a mãe”, relatou à publicação.

Bate-boca

As afirmações sobre Hang provocaram bate-boca entre os senadores na CPI da Covid, que pretendem chamar o empresário para prestar depoimento. O nome dele já está há meses entre os requerimentos aprovados pelos senadores. O senador Jorginho Mello (PL) saiu em defesa do empresário Luciano Hang e o tratamento que ele ofereceu à mãe.

Com informações de NSC Total

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