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Acusado de matar e abandonar corpo de mulher em guarda-roupa, em Cascavel, vai a júri popular

Gisele da Costa Santos tinha 26 anos e foi morta no começo de abril. Acusado irá responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e furto, segundo o Ministério Público do Paraná

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|Foto: Reprodução/RPC|
Panorama Espetaria

O homem acusado de ter matado e abandonado o corpo de uma mulher dentro de um guarda-roupa, em Cascavel, no oeste do Paraná, irá a júri popular, segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR). Uma audiência que analisa o caso foi feita na quarta-feira (4).

O corpo de Gisele da Costa Santos, que tinha 26 anos, foi encontrado com as mãos e pés amarrados, em abril deste ano. O suspeito foi preso e confessou o crime, segundo a Polícia Civil.

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O MP-PR informou que o réu irá responder por homicídio triplamente qualificado – por feminicídio, recurso que dificultou a defesa da vítima e asfixia mecânica -, além de furto e ocultação de cadáver.

A Justiça também determinou a manutenção da prisão preventiva do denunciado, que deve continuar detido até o dia do julgamento. A data ainda será definida.

A defesa ainda pode recorrer da decisão. O processo tramita sob sigilo.

O caso

A prisão do acusado foi feita após denúncias anônimas e depois da polícia ter acesso às imagens de câmeras de segurança do prédio onde o suspeito morava. Elas mostram, segundo a polícia, o corpo da vítima sendo transportado em um armário.

Conforme a Polícia Civil, após o crime, o suspeito comprou o armário em um site de compra e venda, cortou pedaços de roupas, amarrou a jovem e colocou o corpo dentro do móvel. Na sequência, contratou uma pessoa para fazer o frete e largou a vítima, dentro do guarda-roupa, na estrada.

A pessoa contratada para fazer o frete foi ouvida pela polícia e disse que foi contratada para realizar o frete, desconhecia a prática do crime.

À Polícia Civil, o suspeito disse que foi a primeira vez se encontrou com a vítima, os dois se conheceram por um aplicativo de mensagens. No apartamento dele, os dois se desentenderam.

No entanto, essa versão não convenceu a polícia. O delegado afirma que o depoimento é contraditório, que o homem não respondeu quando foi perguntado porque não chamou uma ambulância, já que na versão dele foi um acidente.

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