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Ex-marido e amigo viram réus pelo feminicídio de Ana Campestrini, em Curitiba

Justiça também converteu as prisões temporárias dos acusados em preventivas, ou seja, por tempo indeterminado. Mulher foi morta a tiros quando chegava em casa, em 22 de junho.

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Ana Campestrini tinha 39 anos e foi morta a tiros, em Curitiba — Foto: Reprodução/RPC
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O ex-marido de Ana Campestrini, Wagner Oganauskas, e um amigo dele, Marcos Antonio Ramon, viraram réus por feminicídio. A juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, aceitou a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) nesta quarta-feira (21).

A mulher foi morta a tiros quando chegava em casa, em 22 de junho deste ano. Segundo a denúncia, Oganauskas pagou R$ 38 mil para que Ramon executasse a ex-companheira.

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Conforme a decisão desta quarta, os dois vão responder por homicídio qualificado por ter sido cometido mediante pagamento de recompensa, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e também por feminicídio.

Os dois tiveram as prisões temporárias convertidas em preventivas – por tempo indeterminado. Em nota, os advogados informaram apenas que os acusados estão à disposição da Justiça.

Ramon e um funcionário dele, Felipe Wada, também se tornaram réus por fraude processual. De acordo com o MP-PR, os dois apagaram mensagens de celular que tratavam sobre o crime. O G1 tenta contato com a defesa de Wada.

“Destarte, da prova produzida até o presente momento, denota-se que há indícios de autoria em desfavor dos denunciados”, diz trecho da decisão.

Na denúncia, a promotoria aponta que o crime foi cometido por lesbofobia. Segundo as investigações, Wagner e Ana se divorciaram após a vítima assumir ser homossexual.

O caso

Imagens de câmeras de segurança, divulgadas pela Polícia Civil, mostram um motociclista seguindo o carro de Ana Paula no dia do crime.

Nos dois vídeos divulgados é possível ver primeiro o momento em que o carro de Ana Paula sai do clube onde tinha ido. Depois, em outra rua, o veículo passa e em seguida a moto vai atrás.

No dia da execução, Ana Paula foi até o clube onde o ex-marido é presidente para fazer uma carteirinha que permitia acompanhar o treino dos filhos, que viviam com o pai.

A mulher estava separada havia cerca de quatro anos do marido. Segundo a polícia, ela tinha difícil acesso aos filhos.

Ao deixar o local, Ana foi seguida pela motocicleta vermelha que aparece no vídeo por cerca de 15 minutos, durante todo o trajeto, de acordo com as investigações.

Quando a vítima chegou à entrada do condomínio onde morava, o homem na moto parou ao lado do carro dela e atirou 14 vezes.

Laudos periciais

Nas imagens, é possível ver o suspeito apenas com uma blusa preta, sem a jaqueta utilizada quando os disparos foram efetuados.

Laudos periciais obtidos com exclusividade pela RPC apontam que as imagens analisadas da roupa e da moto utilizadas na execução de Ana Paula Campestrini reforçam a hipótese de que Marcos Ramon, amigo do ex-marido da vítima, é o autor dos disparos.

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