Policial e Trânsito
41 pessoas são presas em operação que investiga golpe do falso empréstimo, no Paraná e em São Paulo
Polícia Civil cumpre 108 ordens judiciais, sendo 50 mandados de prisão e 58 de busca e apreensão, em dez cidades do Paraná e de São Paulo. Vítimas eram atraídas pela internet
Uma operação da Polícia Civil contra uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes de falso empréstimo e causar prejuízo de R$ 30 milhões prendeu 41 pessoas. A ação foi desencadeada na manhã desta quarta-feira (7), em cidades do Paraná e São Paulo.
Dos 41 presos, 23 foram detidos na região de Curitiba e 18 no estado de São Paulo, segundo a Polícia Civil. Dinheiro e cartões de banco foram apreendidos.
De acordo com as investigações, os suspeitos criavam páginas na internet para atrair vítimas que queriam fazer empréstimos bancários. Neste espaço, os golpistas exigiam dados pessoais.
Em seguida, os suspeitos entravam em contato com a vítima e se passavam por funcionários do banco. Eles também exigiam um depósito antecipado para liberar o dinheiro que seria emprestado.
Ainda conforme a polícia, as vítimas eram induzidas a fazer outros depósitos, até perceberem que se tratava de um golpe. Milhares de pessoas sofreram prejuízo, em todo o Brasil.
“O perfil das vítimas é uma pessoa que está enfrentando dificuldades financeiras, muitas delas passando em dificuldade em virtude da pandemia. São pessoas que não possuem a porta aberta em instituições financeiras oficiais e procuram, desesperadas, na internet”, afirmou o delegado Guilherme Dias.
Para dificultar o trabalho da polícia, a organização recrutava novos integrantes para a quadrilha, com o objetivo de conseguir esconder a origem do dinheiro obtido por meio dos golpes.
Nesta quarta, mais de 250 policiais cumpriram as ordens judiciais. Ao todo, a Justiça expediu 50 mandados de prisão temporária e 58 de busca e apreensão. Os alvos estão nas seguintes cidades:
- Curitiba
- São Paulo
- Araucária (PR)
- Fazenda Rio Grande (PR)
- Santo André (SP)
- Campinas (SP)
- Ribeirão Preto (SP)
- Praia Grande (SP)
- Getulina (SP)
- Mirandópolis (SP)
A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 30 milhões das contas bancárias de suspeitos envolvidos na investigação.
Os investigados podem responder por estelionato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsificação de documento público e particular.




