Publicidade
Jogo responsável e inovação são apresentados como pilares para construção de uma rede integrada no BiS Brasília
Especialistas defenderam integração entre tecnologia, prevenção e atendimento humanizado para ampliar a proteção aos usuários.
O mercado de iGaming está crescendo no Brasil e necessita fazer com que sua mensagem de jogo responsável seja compreendida pela maior quantidade possível de pessoas. Pensando nisso, a segunda edição do BiS Brasília, realizada no começo do mês de junho, trouxe essa temática para um dos seus painéis logo no primeiro dia.
Intitulado “Jogo Responsável e Inovação como Pilares da Construção de uma Rede Integrada de Atendimento Humanizado”, a conversa reuniu especialistas do mercado nacional mostrando como a tecnologia e a prevenção podem ser combinadas para a estruturação de uma rede integrada de atendimento, com teleatendimento, triagem digital e acolhimento humanizado, aumentando o acesso à saúde, diminuindo estigmas e fomentando a proteção ao cidadão.
A mesa-redonda no evento de apostas contou com as presenças de Cristiano Costa (Diretor de Conhecimento – EBAC), Fred Justo (Diretor de PLD – Legitimuz), Fellipe Fraga (CBO – Stellar Gaming), Gabriella Boska (Coordenação de Gestão da Rede de Atenção Psicossocial – Ministério da Saúde) e Joberto Porto (Chief Legal Officer – CDA Gaming).
Na abertura, Cristiano Costa salientou que o que o regulador exigiu está sendo feito, bem como que o aperfeiçoamento é contínuo. “A EBAC trabalha com mais de 25 marcas. Estamos todos em construção e em progresso. Aquilo que foi exigido pelo regulador está sendo feito. O país não conhecia os setores de iGaming e de apostas reguladas. Então, o aperfeiçoamento é contínuo”.
Na sequência, Gabriella Boska elencou iniciativas que estão sendo realizadas e implementadas no Sistema Único de Saúde (SUS). “Essa questão das apostas tem trazido muitas novidades para o SUS e a necessidade de ampliar as ofertas disponíveis. É muito complicado conseguir determinar qual é o custo exato de uma pessoa que está passando por um tratamento de transtorno do jogo no SUS traz para o sistema. A pessoa transita na rede por vários dispositivos”, declarou.
Joberto Porto também enfatizou a necessidade de união do mercado licenciado para esclarecer sua atuação junto ao público.
“A gente fala muito de jogo responsável aqui, mas a verdade é que estamos falando de comportamento digital responsável. Essas questões de endividamento, compulsão e vulnerabilidade não são de agora e não são exclusivas do nosso setor. Vários setores da nossa economia se aproveitam disso. Fomos vítimas de narrativas, muitas delas com números falsos na imprensa, e nada fizemos para contrapor. Não trouxemos a verdade para que a sociedade conheça quem causa a compulsão, o vício e a ludopatia”, declarou.
Já Fellipe Fraga destacou que o mercado autorizado participou do processo de regulamentação no Brasil e está disposto a contribuir ainda mais, sobretudo, em relação ao jogo responsável.
“A indústria regulada dos jogos e apostas está disponível e disposta a contribuir. A construção da regulação foi feita também com a participação do nosso setor em diversas frentes. Isso reflete no jogo responsável com todo o critério na entrada do cliente, que vai captando o máximo possível de informações. A quantidade de verificações está tudo previsto na regulamentação, quem está regulamentado está sendo compliant com isso”, concluiu.




