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Prefeitura rondonense busca apoio técnico para ações de controle da cigarrinha-do-milho

A cigarrinha-do-milho consegue se reproduzir apenas em plantas vivas de milho

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Foto: Assessoria.
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O município de Marechal Cândido Rondon, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável, estuda buscar parcerias e apoio técnico com entidades e instituições ligadas ao setor agrícola para fortalecer as ações previstas na legislação municipal que trata sobre o controle da cigarrinha-do-milho e a eliminação de plantas verdes de milho nas áreas urbanas.

Na segunda-feira, dia 25, representantes da administração municipal, entre eles o secretário de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável, Alex Luis Kuhn, receberam professores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) para discutir o tema e alinhar possíveis ações conjuntas voltadas à conscientização e ao enfrentamento do problema.

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Participaram da reunião o diretor-geral do campus da Unioeste de Marechal Rondon, professor doutor Emerson Fey; o coordenador do curso de Agronomia, professor doutor Neumárcio Vilanova da Costa; e o professor doutor Odair José Kuhn, da área de Fitopatologia e Controle de Pragas e Doenças das Plantas.

Desde 2019, produtores de milho vêm enfrentando prejuízos causados pelos chamados enfezamentos do milho, doença provocada por molicutes (microrganismos semelhantes a bactérias) transmitidos pela cigarrinha-do-milho. Entre os principais sintomas estão o avermelhamento das folhas, redução do porte das plantas, espigas pequenas, falhas na granação, multiespigamento e morte precoce das lavouras, podendo ocasionar perdas de até 100% em situações extremas.

A cigarrinha-do-milho consegue se reproduzir apenas em plantas vivas de milho. Ao se alimentar de plantas contaminadas, o inseto adquire os molicutes e passa a transmiti-los durante toda a sua vida, que tem duração média de 70 dias.

O crescimento populacional da cigarrinha inicia com as primeiras lavouras da safra de verão e se intensifica no milho safrinha, alcançando o pico populacional por volta do mês de abril. Após a colheita, especialmente entre junho e julho, os insetos migram para áreas urbanas em busca de plantas vivas de milho, sendo atraídos também pelas luzes das residências durante a noite.

De acordo com especialistas, o cultivo constante de milho nas áreas urbanas, muitas vezes utilizado para produção de milho verde ou manutenção de terrenos, acaba funcionando como “ponte verde” para a manutenção da cigarrinha e dos molicutes entre uma safra e outra. Essas plantas servem de abrigo e multiplicação do inseto, tornando-se fonte de inóculo para as próximas lavouras comerciais.

Para combater o problema, diversas medidas vêm sendo adotadas no campo, como o uso de híbridos tolerantes, aplicação de inseticidas em períodos críticos e eliminação de plantas guaxas de milho, conforme regulamentação da ADAPAR.

Além disso, em 2024 foi aprovada a Lei Municipal nº 5.545/2024, que prevê a eliminação de plantas verdes de milho nas áreas urbanas do município no período de 15 de julho a 15 de setembro. A medida busca reduzir a população da cigarrinha-do-milho e minimizar os impactos dos enfezamentos nas futuras safras, contribuindo para a sanidade das lavouras e o fortalecimento do agronegócio rondonense.

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